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Chương 6 Proteção

Levou meia hora. Meu pai tinha um longo repertório de sermões em sua cabeça que duravam mais que isso, mas pela urgência em nosso olhar, daquela vez durou meia hora. Minha mãe estava furiosa, mas como não era de falar muito, apenas me fulminava com o olhar. Bom, era melhor do que vestir aquele manto bizarro de calma letal. Meu pai nos arrastou para o andar da sala de reunião assim que a festa acabou, e lá deferiu as palavras de sempre... "Você não escuta sua mãe ", "não se importa com sua saúde ", "só nós sabemos o que é melhor pra você.". Sempre escuto quieta e paciente, mas dessa vez coisas muito maiores estavam em jogo. E talvez tenha sido isso que fez meu pai parar de falar cedo, meu desespero transparecendo nos movimentos ansiosos do bater de pés no chão.
— Um espião, não é Mitcha? Mas todos tem chifres e presas, orelhas pontudas e garras.
Meu pai coça o queixo inexpressivo, minha mãe se concentra no chão à sua frente. Velorn e Kennan estão encostados contra a parede, ambos de braços cruzados e expressões petrificadas. A agonia e ansiedade pairam na atmosfera, ecoando pelas paredes claras .
— Algum Mitcha usou poder nele. Metamorfo provavelmente.
— Impossível. — Velorn rebate o argumento da minha mãe— Usar magia em um humano seria suicídio para qualquer Mitcha se não fosse em forma de amuletos, e a magia dos amuletos não é moldável, só serve de proteção. Sem falar que o Mitcha precisaria ser mais forte que eu pra fazer isso.
Não existiram muitas pessoas vivas mais fortes que meu tio-avô, e as poucas que se comparavam já morreram. Incluindo meu tio Enolan por parte de pai, que tinha o olho mais raro combinado com o poder Mitcha meio-sangue.
— Ainda não sabemos o que poderia ser mais forte que nós, talvez um animal, uma água mágica ou droga nova? De qualquer forma temos que melhorar a segurança do prédio, e sugiro que Danna não saia mais em missões.
— O que?
Minha voz sai mais incrédula que realmente irritada, parte de mim ainda acredita que tudo aquilo não passe de uma grande piada. Mas Velorn sequer olha pra mim, mantém a atenção em minha mãe, que o encara de volta.
— Eu concordo.
Ela responde. E assim, sela meu destino de ficar presa dentro da torre pelo resto de meus dias. Quero gritar que Temrys me treinou, que agora posso me defender. Quero gritar que eu posso ajudar, que ficar dentro de um quarto não vai me proteger se o inimigo for tão poderoso. Mas me calo, porque aprendi a fazer as coisas escondida, e não vão ser os quatro Mitchas mais poderosos do mundo que vão me impedir de achar o traidor, e pega-lo. Minha mãe passa os braços ao redor da minha cintura, e me leva até a porta, se despede dos outros e volta a me guiar. A casa de madeira nas montanhas é nosso lar, mas o prédio da família real é mais seguro. Bem-guardado com soldados Mitchas de alta patente ao redor e em cada corredor, entendo o porque de minha mãe querer me manter aqui.
— Só quero o seu bem.
Paramos em frente à uma das portas duplas do mesmo andar, meu quarto no andar das salas e não dos quartos, já que ninguém pensaria em me procurar em uma sala de guerra. Minha mãe coloca uma mecha atrás da orelha antes de tocar a pinta que temos em comum abaixo do meu olho direito. Ela acaricia minha bochecha e abra as portas duplas, revelando um quarto enorme, exatamente da forma como me lembrava.
— Eu sei mãe.
Uma cama colossal se encontrava exatamente no centro do quarto, as paredes estavam repletas de estantes cheias de livros e o chão de tapetes e uma mesinha para tomar café. Tudo decorado em rosa e roxo, da forma mais feminina que uma princesa poderia querer. E apesar da minha afinidade pela cor, não era algo que me agradava tanto assim ter absolutamente tudo ao meu redor imerso nela.
— Você vai se acostumar. É só até pegarmos o culpado.
— Vão em frente, eu tenho a imortalidade mesmo.
Meu tom era de ironia, claro. Mitchas puro-sangue imortais podiam envolver Mitchas meio-sangue com seu poder, e mesmo que fosse apenas um resquício dele, isso os impedia de envelhecer. Mas com humanos não funcionava, era impossível parar o ciclo natural das coisas se magia pura não corresse por suas veias.
— Não vai nos custar mais que um ano, sabe como seu pai é inteligente, sem falar em Amstryn e Temrys.
Meu coração da um pequeno pulo quando minha mãe menciona o ruivo, que por sinal eu havia jurado odiar. Mas contenho qualquer expressão que pudesse transparecer surpresa.
— Temrys vai participar então?
Mas é claro que o melhor amigo da minha mãe participaria de uma missão para encontrar o inimigo do castelo, já que se tratava de um dos mais poderosos, inteligentes e antigos do mundo atual.
— Claro, ele que vai cuidar de você.
Por um instante esqueci de respirar. Temrys cuidando de mim? Poderia eu pedir algo melhor?
— Ele vai te treinar na arena aqui perto, e durante o tempo em que não estiverem lutando vai te proteger aqui. Achei que não teria problema já que vocês sempre dividiram quartos em missões.
Sim, não vejo nenhum problema em dormir pertinho daquele corpo bronzeado e musculoso, torneado e forte em cada curva. Minha mãe se despediu com um beijo em minha testa, e se retirou pelo corredor. Entrei completamente no quarto fechando as portas duplas pesadas, já retirando os sapatos com os próprios pés. Puxo laços do corpete que esmagam minhas costelas, deixando cair o tecido duro e rígido no chão. E alongando o pescoço e braços me jogo na cama. Minha mente gira, meu estômago com ela. Preciso arrumar uma forma de achar esse inimigo o quanto antes, me libertar o quanto antes. Porque assim como minha avó, sou uma pantera. Nasci para ser livre.

Bình Luận Sách (1961)

  • avatar
    CavalcanteLeandro

    muito bom!

    5d

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  • avatar
    DouglasJanderson

    😍🥰

    10d

      0
  • avatar
    StarkJoao

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    14d

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