logo text
Thêm vào thư viện
logo
logo-text

Tải xuống cuốn sách này trong ứng dụng

CAPÍTULO 04

Ela provava cada pedaço dele. Esquentando-o cada vez mais com seu calor de promíscua. Os gemidos baixos e roucos ecoavam pelo pequeno quarto como uma canção carnal proibida. De olhos fechados Keidan se deixava preencher pelo êxtase provocado pelos movimentos de vai e vem, onde o céu feminino roçava sem temor em sua parte mais sensível. Até que flashs de um rosto jovem e sofrido surgiram então em sua mente, quando ele fechou os olhos. Memórias falsas de um entardecer primaveril, onde deitada em seus braços, a garota de olhar doce e sorriso meigo tocava seus cabelos, fitando com amor seus olhos de Ônix sem enxergar todos os demônios que ali habitavam; a garota que em sua mente lhe parecia feliz. Pura. Imune às desgraças e maldades do mundo.
O soldado abriu os olhos. Completamente atordoado. Um sensação estranha invadiu-o; como se algo tivesse sido arrancado de si.
Não. Ele não se permitiria sentir aquilo por alguém. Há muito tempo havia perdido aquele direito.
Ainda mais por ela.
Era injusto.
Era...cruel.
Ao perceber que a moça de cabelos dourados o observava, enquanto o acariciava com a língua, Keidan abriu um sorriso. Felizmente ela era tapada demais para perceber que, naquele sorriso, não havia sentimento algum. O soldado enrolou os cabelos femininos ao entorno da mão, e, ao puxar bruscamente, um sorriso escapou dos lábios da prostituta.
- Você é sempre tão bruto assim? - perguntou ela, maliciosa.
Keidan sorriu.
- Às vezes consigo ser gentil. Às vezes.
A garota de olhos tristes. Um fantasma bem vivo que resolveu persegui-lo desde o primeiro encontro no Vale Das Almas.
Eirene.
O seu nome.
Buscar esquecê-la em outros braços seria a solução mais adequada? Ele não sabia dizer. Não sabia de mais nada. Só sabia o quão destrutivo era para si mesmo.
E para todos que tentavam curá-lo.
000
- Ohh, Lady Joana! Seus cabelos cor-de-estrume! Me fascinam! O seu rosto de pão amassado deixam-me apaixonado! Suas pernas tortas fazem o meu coração disparar!
- Nããão, Klaus! Brinca direito! - ralhou a garotinha, erguendo uma espiga de milho no ar. Era o Lorde John. Sr. Lorde Espiga De Milho John.
- Mas eu estou! - defendeu-se. - Você que é uma chata!
As duas crianças brincavam às margens de um lago que ficava pouco perto do casebre onde viviam.
- Lady Joana é uma dama e não deve ser tratada desta forma! Veja! O Sr. John vai ensiná-lo como se faz!
Lady Joana, era um pedaço de graveto com um pedaço de tecido rosa ao redor simulando um vestido nobre. Havia um outro cavalheiro ali presente; o belo Príncipe Arald. ( que na verdade era um graveto também).
- Quer saber? Eu não quero mais brincar! - o menino levantou-se.
- Então devolva o meu boneco!
- Não é um boneco! É um graveto!
Klaus disse mais algumas coisas sobre ele ser um soldado, e que portanto não poderia brincar com coisas de menina, antes de sair emburrado. Liana deu de ombros.
- Não precisamos dele, Lady Joana! Temos o Lorde John e o Príncipe Arald!
Eirene virou a trouxa de moedas em cima do velho colchão onde dormia; confirmando de vez as suas suspeitas. Três pequenas moedas de cobre dispostas diante de seus olhos. No reinado anterior, aquilo valeria alguma coisa. Mas tudo havia mudado. Sem moedas de prata ou ouro, sem valor. Um suspiro escapou da garganta. O dinheiro que seus pais haviam guardado ao longo da vida, foi totalmente confiscado pelos soldados de Ágoston. Por sorte, ela tinha suas economias secretas. No entanto o dinheiro haveria de acabar algum dia. O que fariam? Não havia emprego ali em Celborbun. Toda a gente era escrava, que se virava como bem podia; desde colhendo os restos deixados pelos ricos, aos furtos perigosos.
Os dois irmãos ainda brincavam do lado de fora quando a mais velha comunicou-os de que iria buscar o jantar. A verdade, é que ela não tinha a menor ideia do que faria. Mas o sol estava se pondo e ao anoitecer, nem ela, nem os irmãos iriam dormir de estômago vazio. Como havia acontecido tantas outras vezes.
000
Ainda haviam poucas pessoas na rua quando Eirene apareceu. Desviando dos soldados pelo caminho, evitando a todo custo dar de cara com eles, ela foi ao único lugar onde conseguiria buscar algo para comer naquele momento.
- Isso é um absurdo! - bradou uma voz assim que a jovem adentrou o estabelecimento. E seu coração queimou de ódio ao ver os dois soldados que haviam a abordado ainda pela manhã no campo de garimpo. Eirene descobriu que o soldado loiro se chamava Gustain. Aparentemente, ele e Keidan sempre andavam juntos. Aliás, era Gustain quem estava fazendo escândalo naquele momento. Atraindo a atenção de quem estava dentro e fora do recinto.
- Eu-eu estou tentando ser o mais breve possível, senhor! - gaguejou o padeiro, um homem gorducho de cabelos ruivos. - há muitas pessoas aqui! É normal que demore um pouco!
O loiro riu.
- Somos soldados de Ágoston! O seu dever é nos fornecer atendimento imediato!
- Não há problema algum em esperar um pouco...- disse Keidan ao companheiro, que fez uma expressão nada agradável. Ao ver o rapaz de longos cabelos negros, Eirene imediatamente deu à volta e pensou em procurar uma outra padaria. O problema, é que não havia outra padaria em Celborbun, além daquela.
''Droga! Outra vez você!'', pensou ela encarando Keidan. Embora a vontade de desaparecer dali, não podia, pois tinha dois irmãos pequenos para alimentar naquela noite. Não teve outra opção, senão, engolir o orgulho. Enquanto aguardava os soldados serem atendidos, seus olhos amendoados permaneciam presos no moreno, que estava de costas para ela.
''Salvou a minha vida, quando me levou para casa depois do castigo. Por que?''
Muitas perguntas. Nenhuma resposta.
Ao se virar para sair do estabelecimento, Keidan deu de cara com a pequena figura feminina. Seus olhos tão negros quanto um céu sem estrelas fitaram-na. Eirene se sentiu um pouco desconfortável. Era como se estivessem lendo a sua alma. Mesmo quando ele foi embora, com o outro soldado, uma sensação muito estranha permaneceu instalada em seu âmago. Algo que a deixou extasiada, fora da realidade, e que só desapareceu quando a voz esganiçada do padeiro chamou-a pela terceira vez, lhe trazendo de volta para o mundo real.
- Eu...eu não tenho mais moedas de prata ou ouro. - explicou-se mostrando as três moedinhas de cobre em uma das mãos pálidas. - an...aceita?
O padeiro franziu o cenho. Há muito tempo que as moedas de cobre haviam parado de valer algo na cidade. Talvez valessem em outras cidades e em outros reinos. Mas, ali eram completamente inúteis.
- Sinto muito, moça! As de cobre não valem nem um fio de cabelo!
A garota entristeceu-se.
- Por favor...abra uma exceção para mim...eu tenho irmãos pequenos. Não temos nada para comer em casa!
- Lamento, de verdade! Mas, não há nada que eu possa fazer! - enxotou-a. Eirene, um pouco desolada, ao sair do estabelecimento sentou-se na calçada, e escondeu o rosto entre as mãos. Ela e seus irmãos não teriam o que comer naquela noite. Nem no dia seguinte. Nem em qualquer outro dia. Não se permanecessem presos naquele lugar. Presos na servidão eterna ao Rei Ágoston.
- Olá.
Assustou-se com a voz. O susto só não foi maior do que o espanto ao ver que quem estava ali, era ninguém menos que Keidan. Ela não respondeu. Levantou para ir embora.
- Espere!
- Por que está me seguindo? - indagou a moça, friamente. O rapaz cruzou os braços.
- Não estou.
Eirene revirou os olhos. Então se afastou com passadas largas. O que ele estava querendo, afinal? Agredi-la? Insultá-la? Debochar de seu estado emocional?
- Sim, você está me seguindo. Deixe-me em paz, por favor! - a jovem correu para longe dele, e na fuga, ela deixou suas únicas três moedinhas de cobre caírem. Keidan as pegou e observou a garota desaparecer por entre as vielas estreitas da cidade. Um suspiro profundo escapou de seus lábios.
- Justo você...
000
Uma alma aflita, um coração confuso, o medo do desconhecido e o peso da responsabilidade esmagando-a de dentro para fora. Era como a jovem Eirene se sentia naquele momento. Um turbilhão de tormenta muito maior do que ela própria podia suportar. Ao adentrar o velho casebre e rapidamente fechar a porta de madeira atrás de si, suas pernas falsearam levando-a ao chão antes mesmo que pudesse perceber. Klaus apareceu com Liana. Estavam de mãos dadas. Ao ver a irmã mais velha sentada perto da porta, com o rosto escondido entre as mãos, o garotinho imediatamente sentiu que deveria estar perto dela naquele instante.
- Você está bem? - indagou ele, sentando-se também. A jovem ergueu a face. Embora seus olhos estivessem vermelhos, e a sua respiração descompassada, um sorriso nasceu em seus lábios ao respondê-lo.
- Eu...estou bem. - claramente uma mentira. - só um pouco cansada.
- Estou com fome! - reclamou Liana de modo inocente. Ela não havia percebido que a mais velha não havia conseguido arrumar alimento algum. Klaus também já estava sentindo o estômago reclamar. No entanto, optou pelo silêncio ao perceber que o problema de Eirene ia muito além do cansaço físico.

Bình Luận Sách (2118)

  • avatar
    Robert Dos Santos Silva

    esse livro é muito bom

    03/01

      0
  • avatar
    GuimarãesDaiane

    uma bosta gostei muito

    08/03/2025

      0
  • avatar
    Soares MorenoIsabella

    muito bom

    18/02/2025

      0
  • Xem tất cả

Các chương liên quan

Chương mới nhất