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Capítulo 3 - Ogro, Bruto!

Micaella
A cama é tão confortável que assim que tomo banho, me sentei para ler sobre os crimes acabei dormindo, eu estava muito exausta. Já era noite quando desperto, olho para o relógio na cabeceira da cama e já são 19h08min horas, dei uma boa descansada, afinal eu estava acabada com a viagem, tive que acorda muito cedo ir até minha antiga delegacia finalizar alguns inquéritos pendentes, ainda tive uma despedida fofa de alguns ex colegas, em seguida sai e peguei a estrada, pois minhas malas já estavam no carro e a viagem também foi muito cansativa. Escuto batidas na porta e então sei o que me acordou, me levanto ainda zonza e abro a porta, olho para uma mulher linda loira de cabelos compridos e um sorriso encantador, parecia me analisar, alguns segundos ela passaram até que ela diz algo.
Loira- Ah! Me desculpa, eu sou Catarina irmã do Matheus, o dono da casa- ela fala empolgada e eu me recordo de Dona Flor falar algo sobre ela, antes que eu possa lhe dizer algo ela rebate- você é realmente linda, vai dá certo!- em seguida bate palmas empolgada, fico sem entender, mas sorriu, ela parece ser um amor de pessoa.
Micaella- bem meu nome é Micaella, obrigada! Pela hospedagem de vocês, prometo que darei o mínimo de trabalho possível- ela sorri.
Catarina- você não dará trabalho algum boba! Vim te chamar para o jantar, Flor queria vim, mas eu estava ansiosa para conhecê-la e estou com a impressão que seremos ótimas amigas- ela me abraça contente e eu fico sem reação, não estou acostumada a demonstrações de carinho das pessoas com tal rapidez, talvez seja algum costume dessa cidadezinha, sempre morei na metrópole e lá as pessoas são mais frias, ela não parece notar a não reciprocidade e ainda me parece feliz.
Micaella- Claro! Estarei lá em um minuto só preciso lavar o rosto, acabei de acordar- ela sorri.
Catarina- certo! Estamos te esperando, será ótimo ter você conosco- ela se vira sorridente, mas antes que ela se vá eu preciso esclarecer uma dúvida.
Micaella- só um instante, quando você me viu disse que algo daria certo, o que dará certo?- ela sorri novamente
Catarina- você verá- ela diz e simplesmente sai, eu hem! que povo doido, ignoro meus pensamentos e vou até o banheiro lavar o rosto para acorda de vez.
Desço as escadas e vou em direção a sala de jantar, vejo Catarina e dona Flor sentadas cochichando, provavelmente sobre mim, não sou boba, quando elas me veem somente sorriem, sorriu de volta, não tenho nenhum sentimento de raiva quanto a isso, estranho me sinto até confortável com elas.
Dona Flor- Sente-se Micaella fique á vontade, espero que goste da comida- eu a obedeço. Enquanto jantamos Catarina me faz uma enxurrada de perguntas, como era minha vida em São Paulo? Sobre meus amigos? se eu tinha namorado? o que eu mais gostava de fazem em São Paulo? se eu tinha preferência por biótipo de homens? para namorar Ufa! Foram tantas as perguntas que eu me senti sendo entrevistada, certo sou eu quem costuma a fazer as perguntas geralmente, ao menos dentro da delegacia, mas devo confessar que estou gostando do jeito louco de Catarina, me simpatizei com ela. Após o jantar ficamos um pouco na sala conversando, descobri que ela sempre cuidou de sua sobrinha Loren, mas não entrou em detalhes, não mencionou a mãe dela e eu não quis me intrometer, eu já estava um tempo sem meu celular, então dei uma pausa na intensidade chamada Catarina e fui até meu atual quarto pegá-lo, afinal eu poderia receber uma ligação importante, me lembrei que se quer avisei a Jean da minha chegada a Vila Bela, subo as escadas e quando chego no primeiro andar escuto sussurros de uma voz doce, eu não resisto e vou escutá-la.
Loren- Mamãe, tia Cati dixe que eu podia fala com vlocê ai no céu, eu to tliste mamãe, papai não vem pá casa e não glosta de mim, ele não me vle, faz o papai glosta de mim mamãe!- isso corta meu coração, tão pequena acha que é rejeitada pelo pai. de repente ela não diz mais nada e vai para o chão ficar perto das bonecas, tão pequena e já perdeu a mãe, eu só queria entra naquele quarto e abraça - lá, que ódio, que bosta de pai é esse que deixa a filha dele pensar que ele não gosta dela, resolvo entrar no quarto dela, quero que ela saiba que ela pode contar comigo, algo me motiva a ajudá-la, respiro fundo e sigo em frente.
Micaella- Oi princesa- ela olha para mim e não diz nada, pega a boneca dela e abraça, espero que ela não tenha medo de mim. - sua boneca é linda, eu tinha uma parecida com a sua quando eu era pequenininha como você- passo a mão em suas mechas loiras e ela não se mexe, mas novamente fica em silêncio. - posso te contar um enorme segredo?- ela faz que sim com a cabeça, mas ainda seria, sem me olhar - Certo, mas não conte a ninguém nunca está bem?- ela faz que sim mais dessa vez e sorri, mas não me olha novamente. - eu ainda tenho o urso de pelúcia de quando eu tinha sua idade, ele me traz boas lembranças- sorriu. - minha mãe me deu quando eu tinha sua idade e ele me faz lembrar dela- ela continua olhando para sua boneca, mas parou de sorri, eu não deveria mencionar minha mãe, tento arrancar um sorriso seu - mas é segredo, isso vai estragar minha reputação se contar isso a alguém- ela sorri abertamente e vejo seus lindos dentinhos, a pior parte é que isso é verdade, sorri comigo mesma, senti que ela estava prestes a me dizer algo, mas alguém entra no quarto.
Catarina- Tia Cati, veio dá um beijo hum....Micaella? O que faz aqui?- ela parece surpresa.
Micaella- nada demais, estava aqui conversando ou melhor tendo um monólogo com minha nova amiguinha, não foi princesa- Loren sorri e faz que sim com a cabeça, Catarina parece surpresa, mas feliz. - bem! mas já que sua tia chegou estou indo princesa- sorrio dou um beijo em seu rosto e saiu do quarto.
No meu novo quarto percebo as milhares de mensagens no meu celular, droga! começo a responder e batem em minha porta, autorizo que entre e vejo Catarina.
Catarina- foi legal o que fez com a Loren, ela têm se retraído nos últimos meses, até mesmo na escolinha onde ela gostava de ir no começo do ano- ela já estuda?
Micaella- quantos anos ela tem ?- ela sorri.
Catarina- 3 anos e 11 meses o aniversário será daqui a vinte e dois dias, já estamos nos preparativos, só espero que meu irmão venha!- ela por um segundo fica triste, esse irmão dela deve ser um canalha, o pior pai do mundo, penso!.
Micaella- há quanto tempo ela não fala direito com as pessoas?-
Catarina- há três meses depois de me questiona o que era órfã, Quando eu respondi ela começou a chorar e eu não tinha noção, ai ela me perguntou se ela não tinha pai nem mãe e me contou que um amigo da escola disse que ela era órfã, porque no dia das mãe ela me apresentou como tia e no dia dos pais meu irmão não pode ir. Então de lá para cá Loren está incomunicável parou de falar e meu irmão não está ajudando!- ela fala cabisbaixa, eu tento não me intrometer, mas acho que tenho uma missão aqui ajudar Loren. Eu conversei mais um pouco com Catarina e ela foi embora depois.
Respondo minhas mensagens e conversei com minha amiga Isabela, lhe contei como foi a chegada em Vila Bela, quando olhei no relógio já era quase meia noite e eu estava sem sono, mas com muita sede, desci até a cozinha acendi a luz e bebi água, eu estava pensando no que me foi informado sobre o caso, eu tinha uma certeza que não seria nada fácil descobri esse assassino, mas então eu senti alguém me observando e vi um vulto de um homem alto e musculoso atrás de mim, com o canto dos olhos e me assustei, droga! Estou sem nenhuma arma, virei devagar e me deparei com o homem nórdico, o mais lindo que eu já vi, seus cabelos loiros estavam bagunçados, barba grande enfeitando seu lindo rostos, lindos olhos azuis, ele estava sem camisa só de moletom, desci meus olhos em seu corpo e um calor foi o mínimo que senti, ele era cercado de músculos um abdômen impecável, acho que acabei esquecendo como se respirar.
Homem- O QUE FAZ EM MINHA CASA? ele praticamente berrou, parecia furioso e pela primeira vez em minha vida, eu não sabia o que dizer, nunca passei por isso, eu é quem costumo a falar desse jeito, demorei alguns segundos parar responder, respirei fundo antes.
Micaella- eu, é..- droga nunca gaguejei, que porra é essa? - eu sou a nova delegada da cidade e Jean me disse que eu poderia ficar aqui por um tempo, mas se te incomoda posso ir agora mesmo para um hotel- falei firme assim que me lembrei o quão babaca ele era para Loren, já que imagino que esse deva ser seu pai.
Matheus- hum!...Já havia me esquecido disso, não gosto de estranhos em minha casa, mas já que foi um pedido de meu amigo, eu aceitei- ele rosna e faz uma cara de poucos amigos - não precisa ir então, pode ficar desde que não seja desagradável, incomodativa e nem fique no meu caminho - ele simplesmente solta essa bomba, se vira e vai embora, que ódio, idiota babaca! Já começou bem.

Komento sa Aklat (2848)

  • avatar
    NunesLyonara

    terminei de ler é muito bomm

    09/03

      0
  • avatar
    Vânia

    Muito bom

    11/02

      0
  • avatar
    NhanengueJunior

    achei muito bonita a história

    25/01

      0
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