De preto e jaqueta rosa Destrinchando o baseado e o bolando, ao acender, os primeiros tragos que dava, me fez lembrar dos últimos livros, que tinha lido, das últimas informação, do amor que latejava ferozmente em meus pensamentos, e a indecisão da escolha para o tema da monografia, tais pensamentos vieram aleatoriamente, quando me dirijo a uma lanchonete próxima, uma mulher que comprara refrigerante, saia com um sorriso estupendamente encantador, ao olhar em suas mãos, uma mistura de branquidão e rosidão, na mão esquerda continha uma aliança, com uma pedra de diamante, penso, como, como nunca tinha visto, dirijo meus olhares aos pés, e vejo a mesma mestiçagem de cores, “perfeito”, admiro seu corpo, e que lindo corpo, escultura divina em minha frente, nesse meio tempo ela entrava e eu saindo, ao chegarmos na posição ombro a ombro, olho em seus olhos, ela me retribui tal olhar, o quadro que passava era divino se torna o idealismo romântico, que a poesia o longo de seu tempo tentou descrever, neste olhar que dávamos um ao outro, ela lança um sorriso que faz sua aura ser recoberta de roxo, e sobre o efeito da cannabis desvio meus olhos ao chão, fechando a cara, - Que mulher!, sento-me na bancada e olho seu corpo de outro ângulo, os das costa, vendo aquele traseiro em movimento ao andar, é quando meu celular toca, e lembro-me da menina que entregaria minha alma, Nancy. -Nan, passo em sua casa agora, irei levar um lanche. Enquanto o lanche era feito, senti uma sensação de regressão, um torpor espiritual, lembro da igreja que frequentava, e partes de fotografia me vem a mente, fotos que nunca fora batida, beijos de selinho, mão dadas, o sermão do pastor, os encontros no corredor da igreja, é quando abaixo a cabeça na bancada, e entro em letargia, me assombro com o cara da chapa batendo em meu ombro e penso –Nossa que viagem, lembro daquela mulher angelical entrando em um carro luxuoso e lembro-me dos flashback sem me dar conta abro a boca. - Tenho que parar de tomar ácido - 21,50 - Hã? - o Lanche deu 21,50 - Ah sim. Retiro o dinheiro do bolso e pago pegando a sacola com a merenda. “Penso logo existo” A nóia, de ser apenas um ponto flutuante com conceitos, pensamentos, abstração, remoía por dentro ser apenas uma corrente de pensamento que se locomove e negando a existência física. Esse Pensamento me consome até na rua da minha namorada, a ver na porta ela se levanta rispidamente, entre a distância, a pouca distância, sinto em seu campo vibratório, - está com raiva. - Porra, Mateus, você voltou a fumar aquela porcaria, você tinha prometido que iria parar, de longe se percebe em seus passos lentos, você tem que mudar. Ao abrir o lanche e entregar a ela, me lateja na cabeça, - porque. – por que? Esses desejos de mudanças de outrem em nossas pessoas. - Sabe, Nan, tenho um tema para monografia. - Ah, até que enfim, qual? - Aspectos religiosos nos usos de narcóticos e seus impactos sociológicos ao esmero. Ela da uma risada. – você está brincando. Diz em tom afirmativo. - Não, falo sério. Com um gesto de reprovação, balançando a cabeça não diz mais nada. - Não, consegui passar no concurso, veja a lista e veja se conhece alguém. Dou uma olhada desinteressado, e na primeira lista vejo um nome que contemplava minha infância. Amélia. O que faz ter uma sensação de extrema alegria, será que é a mesma? “Menina, prometo casar com você.” Mas um flashback ocorrido, olho para Nan, dou-lhe um beijo de até mais, retorno para casa deito na cama e começo a pensar nessas imagens sem nexo que estava aparecendo na cabeça. - Deus, será que estou louco. ... Ao acordar a sensação de derrotado me consome sinto o inútil, o relógio marca 10:00 AM; Começo a me debruçar nas leituras diárias, lendo a Apologia a Sócrates, como um homem pode corromper a juventude, negar a existência dos deuses? E ser condenado pelo estado e o cálice da bebida amargava em minha vivência não pela corrupção suposta ao homem, mas sim pela superioridade estatal de ter o direito sobre o corpo de determinado humano, seja em pena de morte, em vícios carnais, prisões, nos dizem para sermos patriotas, mas a pátria nos escarnece no delitos que cometemos, em razão as opiniões, os fatos, as provas, nisso peregrinamos, nas mesmice, do rotulo que nos impõe. 10:20 AM; O celular toca. - Mateus, ta rolando um chá aqui, apareça. - Daqui vinte minutos apareço. Borges morava a três quadra de casa, banho-me, rapidamente e como um pão no meio do caminho ao chegar na casa do dito cujo, pergunto. - Jhow, você já teve flashback’s? - Flashback’s, não nunca tive, está rolando contigo? - Mais ou menos. Sinto uma vibe parecida com o medo na hora do beck ser aceso, o que me faz frear e não fumar naquela momento. - Tem certeza, que não quer, vai aí. - Não, estou preocupado com uns lance aí! - Cuidado, para não acabar tomando Haloperidol. - Cara, posso acessar a net? - Fique a vontade. O nome da primeira pessoa da lista que tinha lido no dia anterior, foi o tema da pesquisa, é quando dois fatos se colidem, a mulher que tinha visto, existia uma imagem que referenciava a primeira pessoa do concurso, surreal. - Amélia Oliveira, conheço, aliás, sei quem é sua família, você é amiguíssimo da prima dela, Danille. Fala Borges com olhar bisbilhoteiro. - Ela é prima de Danille? - É cara. - Véi, vou ter que ir pra casa. - Se cuida para controlar esses flash’s. Como o universo conspira? De cabeça baixa e chutando uma pedra no caminho forçava a mente a lembrar de algo, um furo, um branco em minha existência. Quando começo a reler onde tinha parado não consigo me concentrar, e lembro pela segunda vez no dia que era sábado, não teria aula na faculdade. O Telefone toca, era Danille. - Mateus, ta afim de tomar umas? - Não, estou com um astral frágil. - Brigou com sua futura esposa. - Não, ontem ela manjou que cheguei doidão na casa dela, o clima foi tenso, mas sem brigas. - E o que te aflinge? - Pô Dani, tenho até medo de falar, medo de entrar numa viagem e não voltar. - Vai tomar Santo Daime? - Quem me dera, quem me dera, sabe encontrei uma mulher linda ontem e fiquei sabendo que é sua prima. - Quem? - Amélia. Sinto um suspiro pelo telefone. - É ela veio trampar no TCM, passou no concurso, mas se eu fosse casada com o marido dela não daria um prego no mamão, ela não é para seu bico. - Sou fiel, Dani, quantas vezes quis me dar e não te comi. - kkkkkkkkkkkk, piada essa hora, te respeita vagabundo. - kkkkkkkkkkkk, tem o que para bebermos aí? - Ah, depois dessa só caldo de boceta. - Ta vendo, depois o vagabundo é um trápula. - A noite tomamos uma vodka. - Combinado. - Trás sua amada. - Falarei com ela. - Fechou. Teus olhos em tormento Os meus na mansidão Entrego, o meu ego Penso, penso... A poesia, falta algo essencial nela, o sentimento, como escrever um poema pensando em adultério, contraditório a alma do homem. De quê meu Eu-lírico precisa?
Tô gostando bastante
6d
0linda
14d
0Vc arrasouu!!!
18/05
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