หน้าแรก/O DIÁRIO DE HO'PRETULÙ MPANDÈ /O GUERREIRO ZULU/
2º Capítulo
*HO'pretuLù Mpandè
2º Capítulo HO'pretuLù Mpandè HO'pretuLù Mpandè, O protagonista da "Ficção Histórica", que basicamente segue o espelho da realidade pois, não é nenhuma novidade para o mundo quais foram os meios e os modos operandi como os negros do continente africano foram espalhados pelo mundo em especial no Brasil, que concentrou o maior número de escravos violentamente sequestrados para viverem as piores degradações que um ser humano pode passar. São fatos ocorridos na metade do século XlX com o HO'pretuLù Mpandè um pequeno Príncipe da 4ª dinastia da Aldeia Zulu "Leeus krag" (A Força do Leões). Tiveram a Aldeia invadida pelos homens brancos e maus das caravelas vindas da Europa (Portugal 🇵🇹, Inglaterra, Espanha 🇪🇸, França 🇫🇷). Quando os portugueses chegaram a *Ceuta no continente africano, no início do século XlX, iniciaram a massiva captura e escravização dos negros africanos de diversas regiões e países daquele continente e redondezas, com a justificativa de que eram prisioneiros de guerra e muçulmanos, considerados inimigos da fé católica europeia, a religiosidade sempre esteve em conluio aos males da humanidade. Muitas perguntas e dúvidas ficam subscritas na história, numa omissão de fatos pois, quando se fala que “os negros escravizaram os negros” de quais “negros” estamos falando, de reis? De súditos? Em quais costumes esses “negros” estão inseridos? Quais são suas crenças? No que se baseia a escravidão dentro de sua respectiva sociedade? Na verdade estamos no contexto geral onde sobrou até para o HO'pretuLù Mpandè filho de guerreiros e da aristocracia africana. Na África Central do século XX (região onde hoje se localizam Angola, República do Congo e República Democrática do Congo), por exemplo, existiam diversos reinos. O reino do Congo, reino do Dongo, Matamba, Cassange, Benguela, entre outros. Os habitantes de cada um desses reinos não se identificavam como “negros” ou como “africanos”, muito menos se identificavam como iguais. Os reinos se constituíam em rígidas hierarquias, baseadas em ancestralidade, laços de sangue, poder sobre território, poder sobre pessoas, alianças políticas e militares. Havia pessoas com mais direitos do que outras; pessoas com mais poderes do que outras. O interessante é que considerando a organização do Quilombo dos Palmares como a reconstrução de um reino centro-africano no Brasil, é possível dizer que esses valores e hierarquias também foram reproduzidos aqui de alguma forma as lideranças pro liberdade tinham o tino, o ímpeto e a valentia de grandes guerreiros, afinal em pensamento único, "a melhor forma de buscar a liberdade era lutando" seja com quem fosse palavras de HO'pretuLù Mpandè. *Quem vendia os escravos na África para o Brasil? Com o tempo o HO'pretuLù Mpandè foi percebendo que o tráfico de escravos para o Brasil não era exclusivo de comerciantes brancos europeus e brasileiros, mas era uma atividade em que os pumbeiros, que eram mestiços, negros livres e também ex-escravos, não só se dedicavam ao tráfico de escravos como controlavam o comércio costeiro no caso de Angola, também parte do território de Moçambique e Guiné. Negros eram comercializados na África! Um dos relatos de vários negros africanos é que venda dos escravos vindos da África sempre foram feita em praça pública, através de leilões, trocas, por animais, propriedades, mas o comércio de negros não se restringia à venda do produto do tráfico, era uma atividade costumeira, as transações comerciais com escravos eram comuns mas nunca deixaram de ser desumanas. Os estados que receberam os negros vindos da África tiveram as origens desses grupos que estão ligados ao que hoje representa Angola, Zaire e Moçambique (correspondentes ao centro-sul do continente africano) e rinha como destino Maranhão, Pará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo. O que não sai da memória do jovem guerreiro HO'pretuLù Mpandè é que nessas invasões o emprego da crueldade foram sem limites, mataram, acoitaram, estupraram, enforcaram e barbarizaram o Continente africano, acorrentando todos e levando para quase todas as partes do mundo, para a América do Sul nas Costas brasileiras até então o Brasil não tinha este nome, não era conhecido, pelos índios o Brasil tinha o nome de Pindorama que na língua tupi significa "Terra das Palmeiras". Pelos Portugueses, Terra de Vera Cruz, devido à Cruz da Ordem de Cristo, que as caravelas capitaneadas por Cabral ostentavam em suas velas. Após 300 anos o sistema escravocrata é às duras penas abolido e todos os injustiçados estão "parcialmente" livres. O Brasil 🇧🇷 foi o último país a aderir à abolição foi um ato difícil e sob pressão. Parcialmente pelo fato de não ter tido um planejamento pós abolição e quase a totalidade dos negro ficaram ao relento, à mercê da fome, da sede, do frio e das leis criadas para incriminar cidadãos onde os mais afetados foram os próprios ex-escravos! Liberdade Liberdade é um tudo de bom É tudo que se quer É a essência do Ser Comparo a sensação de liberdade A uma obra de arte, Pois ganhar o mundo, É uma pintura embutida No projeto de um artista. O homem Nada mais é que um artista, Que traça seu projeto Ao longo de sua vida, Mas não sabe se a concretização desta obra, Sofrerá algum empecilho Ou será um rebento Como um filho Gerado com muito amor Todo artista Faz amor com a sabedoria de um Lord Viva abraçado à sensatez Sem se desviar do caminho E do conhecimento Todo artista Se alimenta de luz Flutua no ar Transmuta na atmosfera A arte de ser A arte de estar A arte de insistir Na arte de viver E assim persistir Sempre será a arte de seguir! OPoet@LuízKon'Z #Autor@l ***
muito bom
23/04
0amei
10/04
0maravilhosooo
19/02
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