logo text
เพิ่มลงในห้องสมุด
logo
logo-text

ดาวน์โหลดหนังสือเล่มนี้ภายในแอพ

บทที่ 2 Na casa do "Monstro"

O som da chave girando na fechadura foi como um balde de água gelada — e não era do tipo iced latte que eu gostava. Eu encostei a testa na madeira fria da porta e respirei fundo. "Ok, Maia. Você está trancada. Num quarto que é maior que o seu apartamento inteiro. Com um cara que parece um anúncio da Hugo Boss, mas que provavelmente tem um porão cheio de segredos nada fashion."
Afastei-me da porta e finalmente olhei ao redor. Se era para ser uma prisioneira, o Apollo pelo menos tinha bom gosto para o cativeiro. O quarto era uma mistura de tons de cinza, azul-marinho e detalhes em dourado fosco. A cama? Parecia uma nuvem domesticada, coberta por lençóis que eu tinha certeza de que tinham uma contagem de fios maior do que o saldo da minha conta bancária.
Caminhei até a janela, esperando ver grades ou algo do tipo, mas o que encontrei foi um vidro blindado grosso que dava vista para um jardim impecável, cercado por muros altos e, claro, mais armários de terno preto circulando com fones de ouvido.
— Ótimo. Rapunzel da máfia. Só falta o cabelo crescer três metros e eu ter força de vontade para descer por ele — resmunguei para o vazio.
Meu estômago deu um solavanco, lembrando que minha última refeição tinha sido um pão de queijo murcho às sete da manhã. Olhei para o relógio de parede — uma peça de design minimalista que provavelmente custava um carro popular — e vi que já passava das oito da noite.
Decidi que não ia ficar ali sentada esperando o abate. Se o Apollo queria que eu fosse o "seguro-fiança" dele, ele ia ter que arcar com os custos de manutenção da mercadoria. Comecei a esmurrar a porta.
— EI! SERVIÇO DE QUARTO! EU SEI QUE VOCÊS ESTÃO AÍ FORA! — gritei, batendo com a palma da mão na madeira maciça. — Eu tenho hipoglicemia! Se eu desmaiar e bater a cabeça nesse mármore caro, o prejuízo vai ser de vocês!
Passaram-se dois minutos de silêncio absoluto. Eu já estava pronta para começar a chutar a porta quando ouvi o clique. A porta se abriu devagar, mas não era um dos seguranças. Era ele.
Apollo estava sem o paletó agora. As mangas da camisa branca estavam dobradas até os cotovelos, revelando antebraços fortes e uma tatuagem que sumia sob o punho da camisa. Ele me encarou com aquela expressão de quem está tentando entender se eu sou corajosa ou apenas desprovida de instinto de preservação.
— Você grita muito, Maia — ele disse, a voz baixa, vibrando naquele tom que fazia meu estômago dar piruetas traidoras.
— E você tranca as pessoas muito fáceis, "Seu" Apollo. É falta de educação. Minha mãe me ensinou que visitas à gente recebe com café e bolo, não com chave e guarda-costas.
Ele entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. O espaço, que antes parecia enorme, subitamente ficou pequeno com a presença dele. O cheiro de madeira e sândalo ficou mais forte.
— Você não é uma visita. É uma garantia.
— Garantia de quê? O Leo não tem um centavo! A única coisa que ele tem é uma coleção de videogames antigos e uma habilidade incrível de se meter em encrenca. Se você acha que ele vai aparecer correndo para me salvar, você não conhece o irmão que eu tenho. Ele provavelmente está escondido no porão de alguma tia distante comendo miojo.
Apollo se aproximou, um passo de cada vez, até que eu tive que inclinar a cabeça para trás para continuar encarando seus olhos. Ele tinha uma cicatriz mínima perto da sobrancelha, quase imperceptível, que só dava mais personalidade ao rosto de vilão.
— Então você está me dizendo que não vale o esforço? — ele perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Estou dizendo que, como designer, eu sei quando um produto está superfaturado. E eu, nesta situação, sou puro prejuízo. Eu como muito, reclamo de tudo e não sei ficar calada.
— Eu percebi a parte do "não ficar calada" — ele deu um passo para o lado, caminhando até um pequeno frigobar escondido dentro de um móvel planejado. Ele tirou uma garrafa de água e me estendeu. — Jante comigo.
Eu pisquei, confusa.
— Jantar? Tipo... com velas e um violinista tocando 'O Poderoso Chefão' ao fundo?
— Um jantar normal, na sala de jantar. Sem cordas, sem mordaças. A menos que você prefira comer aqui sozinha como uma prisioneira comum.
Eu peguei a água, meus dedos roçando nos dele por um segundo. Senti uma faísca elétrica que me fez querer retirar a mão na hora, mas mantive a pose.
— Se o cardápio não incluir veneno, eu aceito. Mas já aviso: se tiver coentro, eu considero isso uma violação dos Direitos Humanos.
Um lampejo de diversão passou pelos olhos de Apollo. Foi rápido, mas estava lá.
— Venha. E tente não insultar meus seguranças no caminho. Eles não têm o meu senso de humor.
— Você tem senso de humor? — perguntei, seguindo-o pelo corredor. — Achei que tivesse sido removido junto com o seu coração no treinamento de vilão.
Ele parou abruptamente e se virou. Eu quase dei de cara no peito dele.
— Cuidado, Maia. Você está brincando com o escuro. E o escuro costuma morder.
— Pois eu sou designer, Apollo. Eu trabalho com contraste. Onde você vê escuro, eu vejo um espaço vazio precisando de uma cor vibrante.
Ele não respondeu, apenas continuou andando. Descemos uma escadaria de mármore que parecia saída de um filme da Disney, se a Disney fizesse filmes sobre cartéis internacionais. A sala de jantar era imensa, com uma mesa de madeira escura que acomodaria facilmente vinte pessoas, mas apenas dois lugares estavam postos.
Enquanto ele puxava a cadeira para mim — um gesto de cavalheirismo que parecia bizarro vindo de um sequestrador —, eu percebi que o jogo ali era muito mais complexo do que eu imaginava. O Leo tinha se metido com um tubarão, e eu era a isca. O problema é que a isca estava começando a achar o tubarão interessante demais para o próprio bem.
O jantar foi servido por um funcionário silencioso. Risoto de aspargos com filé mignon. O cheiro era divino.
— Então, "Seu" Monstro... — comecei, cortando a carne. — Qual é o plano? Você me segura aqui até o Leo aparecer, o que pode levar décadas, ou você tem um plano B? Porque se o plano B envolver me vender para um sheik árabe, eu já aviso que não gosto de areia e meu fuso horário é péssimo.
Apollo tomou um gole de vinho tinto, observando-me por cima da taça.
— O plano é simples. O Leonardo tem sete dias para devolver o que pegou. Depois disso, a dívida passa a ser sua.
Meu garfo parou no meio do caminho.
— Minha? Eu ganho por hora como freelancer, Apollo! A menos que você queira que eu refaça toda a identidade visual da sua "empresa", eu não tenho como pagar milhões.
— Existem outras formas de pagar uma dívida, Maia.
O tom de voz dele mudou. Ficou mais denso, carregado de algo que eu não soube identificar se era ameaça ou outra coisa. Ele se inclinou para frente.
— Você é inteligente. Rápida. E, pelo que vi no seu apartamento, tem um olhar para detalhes que pouca gente tem. Talvez você seja mais útil para mim do que o seu irmão jamais foi.
— Útil? Tipo... falsificar documentos? Lavar dinheiro com logotipos de padarias fantasmas?
— Veremos. Por enquanto, seu único trabalho é ser minha sombra. Onde eu for, você vai. Para que todos saibam que o que é do Leonardo agora pertence a mim.
Engoli em seco. Aquilo não era apenas um sequestro por dinheiro. Era uma questão de poder. E eu tinha acabado de ser marcada como o troféu de uma guerra que eu nem sabia que existia.
— E se eu fugir? — perguntei, tentando manter a voz firme apesar do meu coração estar batendo como uma britadeira.
Apollo deu um sorriso seco, dessa vez mostrando os dentes.
— Você não vai. Porque se você sair por aquela porta sem a minha proteção, os caras que o seu irmão realmente deve dinheiro — aqueles que não usam ternos e não oferecem risoto — vão te encontrar em menos de dez minutos. E eles não são tão pacientes quanto eu.
O silêncio caiu sobre a mesa. Eu olhei para o meu prato, a fome desaparecendo subitamente. Eu estava em uma gaiola de ouro, protegida por um lobo de outros lobos ainda piores.
— Ótimo — murmurei, voltando a comer. — Então, já que sou sua sombra, espero que você tenha bons planos para amanhã. Porque se for para ficar olhando você dar ordens e parecer carrancudo o dia todo, eu vou exigir um aumento no meu seguro-fiança.
Apollo soltou uma risada curta, a primeira que parecia genuína.
— Você é impossível, Maia.
— Sou designer, querido. A gente torna o impossível visualmente atraente.
Terminamos o jantar em um silêncio carregado. Ele me levou de volta ao quarto, mas antes de trancar a porta novamente, ele parou e me olhou intensamente.
— Durma bem, Maia. Amanhã cedo começamos a sua nova rotina.
— Vai ter café? Do bom? — perguntei, segurando o batente da porta.
— Vai ter café.
— Então, até amanhã, "Seu" Apollo. Tenta não sonhar com balancetes e execuções, deve fazer mal para a pele.
Fechei a porta na cara dele antes que ele pudesse responder. Ouvi o som da chave girando. Joguei-me na cama gigante e encarei o teto. Eu estava apavorada, sim. Mas uma parte pequena e muito estúpida de mim, estava ansiosa para saber o que o dia seguinte reservava.
"Maia, você é uma idiota", pensei, enquanto afundava o rosto no travesseiro que cheirava exatamente como ele. "Uma idiota com muito bom gosto para perfumes de bandido."

หนังสือแสดงความคิดเห็น (91)

  • avatar
    MaffieMaria

    Achei linda a história de amor dos dois

    10d

      0
  • avatar
    Ninja

    isso é maravilhoso!

    10d

      0
  • avatar
    Maria Eduarda

    muito bom msm

    14d

      0
  • ดูทั้งหมด

บทที่เกี่ยวข้อง

บทล่าสุด