logo text
เพิ่มลงในห้องสมุด
logo
logo-text

ดาวน์โหลดหนังสือเล่มนี้ภายในแอพ

บทที่ 5 A falsa calmaria....

O clima em Winter tava mais pesado que uma bota cheia de lama congelada. O céu tava daquela cor de chumbo, prometendo uma nevasca que ia fazer todo mundo se entocar debaixo das cobertas por uma semana. Aurora acordou com o peito apertado, lembrando da conversa da noite anterior. O Jacob tava sofrendo, e ela sentia que cada palavra que o pai dele, o Rowan, dizia, era como um balde de água gelada na fogueira que eles tavam tentando acender entre os dois.
Ela se vestiu correndo, colocou uma capa de pele que pesava pra caramba e desceu pros jardins. O ar tava tão frio que chegava a arder o nariz a cada respirada, mas ela não tava nem aí. Ela precisava ver o guri.
Lá no pátio de treinamento, o bagulho tava louco. O Rowan tava num veneno só, gritando ordens enquanto o Jacob tentava manter um escudo de energia em volta dele. Dava pra ver que o garoto tava no limite.
— Foca, Jacob! Tu tá parecendo uma peneira, qualquer ventinho atravessa essa tua defesa! Se tu continuar com a cabeça nas nuvens, a magia vai te fritar de dentro pra fora! — gritava Rowan, batendo o cajado no chão com força.
Jacob tava com a testa franzida, o suor escorrendo mesmo naquele frio de lascar. Os dedos dele tavam tremendo, e a luz azulada do escudo tava falhando toda hora.
— Pô, pai, dá um tempo! Meus braços tão parecendo dois troncos de gelo, não consigo nem fechar a mão direito. Minha cabeça tá explodindo com essas vozes chatas me pilhando! — reclamou Jacob, a voz saindo meio rouca de tanto esforço.
Aurora ficou ali num canto, escondida atrás de uma pilastra, com o coração na mão. Ela queria ir lá e mandar o Rowan baixar a bola, mas sabia que se fizesse isso, só ia piorar a situação pro lado do Jacob.
— Vozes? Tu acha que a magia é brincadeira, guri? Se tu não dominar esse barulho aí dentro, tu vai acabar igual à tua mãe... — o Rowan parou de falar do nada, a cara dele mudou pra uma expressão de remorso, mas ele logo recuperou a pose de durão. — Volta pro treino. Agora!
Jacob soltou um grito de frustração e o escudo explodiu em mil pedacinhos de luz. Ele caiu de joelhos na neve, ofegante, com a cara enterrada nas mãos. O Rowan só deu as costas e saiu andando pro castelo, resmungando algo sobre "falta de disciplina".
Aurora não aguentou. Ela saiu correndo do esconderijo e deslizou na neve até chegar perto dele.
— Jacob! Tu tá bem? Caraca, teu pai pegou pesado demais agora, na moral. — disse ela, colocando a mão no ombro dele.
Jacob levantou o rosto, e a Aurora viu que os olhos dele tavam meio vermelhos. Ele deu um sorriso todo quebrado, tentando fazer graça mesmo estando na pior.
— E aí, princesa... viu o mico? Eu sou um desastre com esse bagulho de escudo. Acho que sou mais fácil de quebrar que um desses vasos de porcelana que tu tem no quarto.
— Cala a boca, Jacob. Tu não é desastre nenhum. O teu pai que tá numa vibe muito errada hoje. Vem, vamos sair daqui antes que ele resolva voltar pra te dar outra aula de "tortura mágica". — ela puxou ele pela mão, ajudando o guri a levantar.
Eles foram se escondendo pelos cantos até chegarem num depósito velho de lenha que ficava perto das cocheiras. Era um lugar meio bagunçado, cheio de cheiro de madeira seca e palha, mas pelo menos era longe dos olhos do Rowan e do Rei Louis.
Eles sentaram numas toras de carvalho que tavam empilhadas num canto. Jacob tava tremendo, e não era só de frio.
— Minha cabeça não para, Aurora. Parece que tem um bando de gente gritando tudo ao mesmo tempo dentro do meu juízo. E o meu pai... ele acha que se eu não for perfeito, eu vou sumir. — desabafou ele, olhando pras próprias mãos.
Aurora sentou bem pertinho dele, tanto que ela conseguia sentir o calor que saía do corpo dele, apesar da neve na roupa.
— O teu pai tá com medo, Jacob. Ele perdeu a tua mãe e agora tá projetando tudo em ti. Mas ó, papo reto aqui... tu não precisa ser o maior mago do mundo pra eu gostar de ter você por perto, tá ligado?
Jacob olhou pra ela, e por um momento o barulho na cabeça dele deu uma trégua.
— Tu tem um jeito de falar as paradas que faz tudo parecer menos pior, guria. Valeu mesmo. Eu tava quase surtando lá no pátio.
— É que eu sou braba, esqueceu? — ela brincou, dando um empurrãozinho de leve nele.
De repente, a porta do depósito rangeu e os dois deram um pulo. Era a pequena Luna, com a ponta do nariz toda vermelha de frio, segurando um cobertor velho.
— Eu sabia que vocês tavam aqui! O papai tá procurando o Jacob pra ver se ele consegue fazer o fogo da lareira ficar verde pro jantar. Ele disse que ia ser "estiloso". — disse a menina, entrando e fechando a porta com dificuldade.
Aurora deu um suspiro, metade aliviada, metade irritada.
— Vixe, Luna! Tu quer matar a gente do coração? O que o papai tá inventando agora?
— Ele disse que o Rei de Winter tem que ter a lareira mais legal de todas. E ele tá reclamando que o vinho tá gelado demais. — Luna deu de ombros e entregou o cobertor pro Jacob. — Toma, tu tá parecendo um picolé.
Jacob deu uma risada curta, a primeira do dia que parecia de verdade.
— Valeu, pequena. Diz pro teu pai que eu já vou lá resolver esse bagulho do fogo verde. Só preciso de uns cinco minutos pra minha alma voltar pro corpo.
Luna deu um tchauzinho e saiu saltitando pela neve, sem preocupação nenhuma na vida. Aurora e Jacob ficaram ali no silêncio de novo, mas agora o clima tava mais leve.
— O teu pai é uma figura, né? — comentou Jacob, se enrolando no cobertor que a Luna trouxe.
— Nem me fala. Ele tem esse ego gigante, mas no fundo ele só quer que todo mundo esteja feliz pra ele não ter que lidar com a tristeza. É o jeito dele de sobreviver. — Aurora olhou pro Jacob de um jeito sério. — Mas ó, o que tu disse ontem... sobre não querer ir embora... eu tava falando sério também. Eu não quero que tu suma da minha vida.
Jacob se aproximou mais um pouco. O cheiro dele, uma mistura de terra molhada com alguma coisa mística, deixou a Aurora meio tonta.
— Eu não vou a lugar nenhum, Aurora. Mesmo que meu pai queira me levar pro fim do mundo, eu dou um jeito de voltar. Tu é a única coisa que faz sentido nessa confusão toda aqui.
— Promete? — ela perguntou, quase num sussurro.
— Prometo. Papo de mago. E olha que a gente não costuma quebrar promessa porque o azar é brabo, hein? — ele piscou pra ela, voltando com aquele jeito convencido de sempre.
Aurora riu e encostou a cabeça no ombro dele. O depósito de lenha era o lugar mais simples do castelo, mas pra eles, naquele momento, era o melhor lugar do mundo.
— Bora logo, que se a gente demorar mais, meu pai vai vir aqui pessoalmente e aí sim o bagulho fica doido. — disse ela, levantando e limpando a poeira da capa.
— É, melhor a gente ir. Se eu não fizer o fogo verde, ele é capaz de me fazer polir a coroa dele com a língua de novo. — Jacob brincou, levantando também.
Eles saíram do depósito de mãos dadas, mas soltaram rapidinho quando viram um guarda passando. Winter continuava fria, o Rowan continuava um chato e o Rei continuava egocêntrico, mas entre a princesa de porcelana e o mago das vozes, o inverno tava começando a ficar bem mais quente.
Enquanto caminhavam de volta pro castelo, Aurora sentia que a tempestade que tava vindo ia ser grande, mas pelo menos agora ela não ia ter que enfrentar o frio sozinha.
— Ei, Jacob? — chamou ela, já perto da porta principal.
— Fala, princesa.
— Se o fogo ficar azul em vez de verde, eu vou rir da sua cara o jantar inteiro.
— Ah, é? Pois se prepara, porque eu vou fazer ele ficar rosa só pra te irritar!
— Tu não teria coragem!
— Quer apostar?
Os dois entraram no castelo rindo, ignorando por um momento o peso do destino que os aguardava.
O jantar vai começar e o Rei Louis está esperando oque viria por ai...

หนังสือแสดงความคิดเห็น (155)

  • avatar
    ArrudaJéssica

    maguinifico

    1d

      0
  • avatar
    Suanny Souza

    Amei demais

    2d

      0
  • avatar
    EnriqueGustavo

    mto bom

    2d

      0
  • ดูทั้งหมด

บทที่เกี่ยวข้อง

บทล่าสุด