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บทที่ 3 O castelo observando (^○^)

Depois daquela apresentação sinistra que o Jacob fez, o salão do castelo de Winter parecia que ia explodir de tanta agitação. A galera tava em choque, comentando como as luzes pareciam a falecida rainha Scarlet de verdade. O Rei Louis IX tava lá no trono dele, tentando manter a pose de durão, mas dava pra ver de longe que o homem tava mexido. Ele limpou o canto do olho com o manto de veludo e já mandou logo um grito pra geral.
— Vixe, que parada foi essa, meu povo? O garoto é brabo ou não é? Tragam mais vinho pro Jacob e pro Rowan, que esses dois merecem o melhor que a nossa adega tem pra oferecer! Música, mestre! Quero uma batida pra ninguém ficar parado!
As harpas e os tambores voltaram a tocar com uma energia ainda mais alta. A galera começou a se embolar no meio do salão pra dançar, enquanto os servos passavam com bandejas gigantescas entupidas de coxa de peru e pão com mel.
Aurora tava ali, do ladinho do Jacob, que ainda tava tentando recuperar o fôlego sentado num banco de madeira. O guri tava pálido, suando frio, mas com um sorrisinho de quem sabia que tinha feito história.
— Pô, Jacob, tu quase me mata do coração, garoto. Achei que tu ia desmaiar no meio do bagulho todo. — disse Aurora, entregando uma taça de prata pra ele.
— Bebe isso aqui, é suco de fruta com um toque de hortelã, vai te dar um up.
Jacob pegou a taça com a mão ainda meio tremendo e deu um golão.
— Valeu, Aurora... na moral, eu senti como se tivesse carregando o castelo inteiro nas costas por uns segundos. A magia é doida, né? Ela te dá um poder absurdo, mas depois vem cobrar a conta sem dó nem piedade.
— Imagino, mas ó, valeu a pena demais. Meu pai não parava de olhar pra imagem da minha mãe. Fazia tempo que eu não via aquele brilho no olho dele, sabe? Tu fez um bem enorme pra essa família hoje, papo reto.
Jacob olhou pra ela, os olhos castanhos dele tavam brilhando de um jeito diferente sob a luz das tochas.
— Eu fiz por você também, Aurora. Queria que tu visse que a magia pode ser bonita, não só uma parada que traz dor ou que leva as pessoas embora.
Aurora sentiu aquele frio na barriga de novo. Ela desviou o olhar pra pista de dança, onde a pequena Luna tava tentando girar com uma das aias, rindo igual uma doida.
— Tu é muito fofo quando quer, sabia? Mas ó, agora chega de papo sério que a festa tá só começando. Consegue levantar ou vai precisar que eu chame dois guardas pra te carregar igual um saco de batata?
Jacob deu uma risada e se apoiou no ombro dela pra ficar de pé.
— Saco de batata é sacanagem! Eu tô bem, só preciso dar uma esticada nas pernas. Mas ó, eu não sei dançar essas paradas de nobre não, hein? Se eu pisar no teu pé, não vai me transformar em sapo por causa disso.
— Relaxa, eu te ensino. É só seguir o ritmo do tambor e não tentar fazer nenhum mortal pra trás que a gente se vira.
Eles foram pro meio da galera. O clima tava mó bom, o povo de Winter era animado demais, nada a ver com aquele povo metido de outros reinos que só ficava sentado julgando a roupa dos outros. Aurora pegou as mãos do Jacob e começou a guiar ele. No começo o guri tava todo duro, parecendo um boneco de posto, mas depois de umas giradas ele começou a pegar o jeito.
— Ó, até que tu não é tão descoordenado assim, Jacob! — gritou Aurora por causa do barulho da música.
— É o talento natural, tá ligado? — brincou ele, dando uma voltinha meio desajeitada que fez a Aurora rir alto.
Enquanto isso, lá perto da mesa de frios, o Rowan tava trocando uma ideia com o Rei. Os dois tavam rindo de alguma piada velha, com o Rei já meio alegrinho por causa do vinho.
— Rowan, meu velho, teu filho é uma raridade, viu? Se ele continuar assim, daqui a pouco ele tá fazendo nevar dentro do quarto só pra não precisar levantar da cama. — disse o Rei, batendo nas costas do mago.
— Ele tem potencial, Majestade. Mas ainda tem muito o que aprender sobre controle. O coração dele é muito grande, e na magia isso às vezes atrapalha um pouco. Ele sente tudo demais, sabe como é?
O Rei ficou sério por um segundo, olhando pra onde a Aurora e o Jacob tavam dançando.
— Eu sei bem como é isso, Rowan. Minha Aurora também é assim. Ela guarda o mundo inteiro dentro daquele peito. Só espero que esses dois saibam o que estão fazendo. O mundo lá fora não é gentil com quem sente demais.
— É verdade... mas olha pra eles agora. Parece que o resto do mundo nem existe.
E realmente, pra Aurora e pro Jacob, o salão barulhento, os nobres de Summerland resmungando e o frio de Winter tinham sumido. Era só o som da música e o jeito que eles se olhavam enquanto rodavam pela pista.
De repente, a música deu uma acalmada. Os músicos começaram a tocar uma melodia mais lenta, daquelas de fechar o baile. Jacob puxou a Aurora um pouco mais pra perto, e ela não reclamou. Pelo contrário, ela encostou a cabeça no peito dele por um segundo, sentindo o cheiro de ervas e de livro velho que ele sempre carregava.
— Ei, Aurora... — sussurrou Jacob, quase no ouvido dela.
— Oi?
— Eu tava pensando... depois que a festa acabar, tu não quer ir lá na sacada norte ver as estrelas? Meu pai disse que hoje a constelação do Dragão vai estar bem visível.
Aurora deu um sorrisinho, sentindo o rosto queimar.
— Vou pensar no seu caso, místico. Mas ó, tem que levar aquele seu frasquinho de luz, porque lá em cima o escuro é brabo.
— Pode deixar, eu levo até a lua se tu pedir.
Eles continuaram dançando ali, curtindo o momento, enquanto o festival de Winter ia entrando pela madrugada. A neve continuava caindo lá fora, mas dentro do castelo, o calor era tanto que parecia que a primavera tinha resolvido chegar mais cedo só pra ver esses dois se enrolando.
A Luna, exausta de tanto pular, acabou dormindo num dos sofás de veludo, abraçada com uma boneca de pano. O Rei Louis, vendo a cena, deu um sinal pros guardas levarem a pequena pro quarto com todo o cuidado do mundo. Ele suspirou, sentindo uma paz que há muito tempo não visitava o coração dele.
A festa foi diminuindo o ritmo conforme as horas passavam. Os convidados mais velhos foram se recolhendo pros seus aposentos, e os jovens continuavam ali, jogando conversa fora perto da lareira gigante.
Aurora e Jacob escapuliram de fininho, subindo as escadas de pedra em direção à sacada norte, fugindo dos olhares curiosos. O vento lá em cima tava uivando, mas o céu tava limpinho, cheio de pontinhos brilhantes que pareciam diamantes jogados num pano preto.
— Caraca, olha o tamanho daquelas estrelas! — exclamou Jacob, chegando perto da mureta.
— É a melhor vista de Winter, eu sempre venho aqui quando quero fugir do barulho do meu pai. — disse Aurora, se abraçando pra se proteger do frio.
Jacob viu que ela tava tremendo um pouco e, sem pensar muito, tirou o manto dele e colocou nos ombros dela.
— Pega aí, não quero que tu pegue um resfriado por minha causa. Senão o Rei me corta o pescoço amanhã de manhã.
— Valeu, Jacob. Tu é um cavalheiro mesmo, hein? Quem diria.
Eles ficaram ali, olhando pro nada por um tempo. O silêncio era bom, não era aquele silêncio estranho que dá vontade de falar qualquer besteira pra preencher. Era um silêncio de quem tava confortável um com o outro.
— Sabe, Aurora... eu nunca me senti em casa em lugar nenhum depois que a minha mãe se foi. A gente ficava pulando de reino em reino, meu pai sempre ocupado com as paradas dele. Mas aqui... aqui parece diferente.
Aurora olhou pra ele, vendo os flocos de neve ficarem presos no cabelo dele.
— É o efeito de Winter, Jacob. Quem entra aqui nunca mais quer sair. E a gente também não quer que você vá embora não, viu?
Jacob sorriu, pegou a mão dela e deu um aperto de leve.
— Então eu acho que eu vou ficar por um bom tempo. Papo reto.
Os dois ficaram ali, vendo o sol começar a querer aparecer bem lá no horizonte, tingindo o céu de laranja e rosa. O inverno de Winter era longo, mas com uma companhia daquela, qualquer um aguentava até a eternidade debaixo de gelo.

หนังสือแสดงความคิดเห็น (157)

  • avatar
    Silva OliveiraAmanda

    bom dmss

    1d

      0
  • avatar
    Pra_sempreCoruja

    O livro começou até que bem, mas ele não prende muito no começo. Digo que séries que começam sem prender muito acabam ficando muito boas e prendem bastante a final de contas.

    2d

      0
  • avatar
    ArrudaJéssica

    maguinifico

    3d

      0
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