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Capítulo 07. Chamas silenciosas (Parte II)

De volta à floresta, Eryas conduziu Celine até uma clareira escondida, cercada por colunas de pedra, cobertas de musgo e trepadeiras ancestrais. No centro, havia um círculo desenhado no chão, uma mistura de cinzas, sal e símbolos arcanos queimados na própria terra. As linhas formavam asas. E no centro, o desenho de uma chama eterna.
— Este é um dos santuários da Fênix. — Eryas explicou, com reverência. — Um dos poucos que ainda resistem. Criado há séculos para proteger os escolhidos... e ocultar aquilo que ainda não pode despertar.
Celine se ajoelhou à beira do círculo, olhando tudo ao redor. Seus olhos estavam marejados, a mente uma tormenta de perguntas e incertezas.
— Por que eu? — sua voz saiu trêmula. — Eu não sou ninguém. Não sou guerreira, nem sacerdotisa, nem... — apertou o próprio peito, tentando conter o peso que ameaçava esmagá-la — ...nem parte deste mundo.
Eryas se aproximou, pousando a mão sobre o ombro dela. Havia serenidade em seu toque, mas também uma força antiga, algo que parecia vir das próprias raízes da terra.
— Você é a ponte. — respondeu, olhando-a nos olhos. — O elo perdido entre o agora e o que foi esquecido. Seu sangue não carrega realeza..., mas carrega memória. E memória... é poder.
Ele tocou o anel no dedo dela, o mesmo que Kaelan havia dado a ela. A pedra âmbar brilhou, como se reconhecesse algo na presença dele.
— Este anel pertenceu à Guardiã Althera. — Seus olhos dourados pareciam mais intensos. — A primeira Fênix da lenda. Aquela que renasceu mil vezes... até se tornar imortal no tempo.
Celine respirou fundo.
— Eu... eu sonho com ela. — Sussurrou, apertando os braços contra o corpo. — Com fogo. Com um campo de batalha. Com... uma mulher que morre em chamas... e volta. Sempre volta.
Eryas assentiu, como se ouvisse a confirmação de algo que já sabia.
— Então... está começando.
***
Na torre do palácio, Kaelan observava a neve cair do alto da torre mais alta. As mãos apoiadas no parapeito, os olhos perdidos no horizonte cinzento. O anel havia reagido. O templo havia sido despertado. Celine sobreviveu à primeira tentativa de execução, ela havia fugido ou levada contra a própria vontade, pois não havia vestígios de sangue. Ele sabia muito bem o que isso significava: O tempo havia despertado. E não haveria mais como detê-lo. E, como uma sombra que nunca se dissipava, Aric surgiu atrás dele, os braços cruzados, a voz tão suave quanto cruel.
— Não a encontrou? — perguntou, com aquele tom de falsa compaixão.
Kaelan permaneceu imóvel, a mandíbula rígida.
— Ainda não.
— Talvez... o destino a tenha levado. — Aric deixou escapar um suspiro fingido, cheio de pesar. — Ou talvez... este nunca tenha sido o lugar dela.
O Príncipe virou-se devagar, como uma fera avaliando se deveria ou não atacar. Seus olhos, tão escuros quanto uma noite sem estrelas, cravaram-se nos do irmão.
— Aric... — sua voz estava baixa, grave, ameaçadora — se eu descobrir que esteve envolvido nisso... nem o sangue real vai te proteger da minha fúria.
Aric sorriu. Um sorriso frio. Calculado. Perigoso.
— Eu nunca precisei de proteção, irmãozinho. — deu um passo à frente. — Só... de oportunidade.
***
Dois dias haviam passado. A neve já não caía com a mesma fúria, mas o vento seguia cortante, trazendo o cheiro úmido de madeira, pedra e gelo. As torres de Aldrion despontavam à distância, majestosas e ameaçadoras, com suas bandeiras negras e douradas tremulando contra o céu cinzento. Celine seguia montada no cavalo, atrás de Eryas, os braços envoltos no próprio manto, enquanto observava o caminho se estreitando até os portões leste do palácio.
Seu coração batia descompassado, uma mistura amarga de apreensão, raiva e algo que ela não queria nomear com saudade. Ao se aproximarem, os guardas da muralha puxaram as lanças, prontos para interceptar qualquer estranho. Mas assim que os olhos pousaram nela, arregalaram-se, como se vissem um fantasma.
— É... é ela... — murmurou um dos sentinelas, derrubando a própria alabarda no chão. — A hóspede oficial... ela voltou!
— Avisem ao Príncipe Herdeiro! Agora! — gritou outro, correndo na direção do portão interno.
Celine respirou fundo, apertando mais o manto contra o corpo. As lembranças daquela noite, da tentativa de assassinato, da fuga desesperada e do medo, voltaram como um soco no estômago. Mas agora ela estava diferente. Tinha respostas. Tinha um nome sussurrando dentro de si, pulsando na pele, queimando no sangue: Althera. As portas de ferro se abriram rangendo, e ela desceu do cavalo. Eryas permaneceu calado, como uma sombra vigilante.
— A partir daqui... é você quem deve caminhar — disse ele, com uma voz tranquila, porém firme. — Eu estarei por perto. Mas o caminho diante dos homens... é seu. Cumpra o que tem que cumprir.
Ela assentiu, apertando o anel no dedo. O som de passos firmes e apressados ecoou pelos corredores. E então ela o viu. Kaelan vinha em sua direção, envolto no manto negro com detalhes dourados, as botas marcando cada passada no mármore. O rosto carregava uma mistura rara de alívio, fúria e algo mais profundo, algo que ele não sabia controlar.
Por um instante, tudo ao redor pareceu desaparecer. Guardas, criados, soldados... nada mais existia além dos olhos dele fixos nela, e dos dela, sustentando-o. Ele parou a poucos passos, os punhos cerrados. Respirou fundo, tentando escolher as palavras certas. Mas fracassou.
— Você... — a voz dele saiu grave, rouca, mais baixa do que pretendia. — Onde, pelos deuses, você se meteu?
Celine cruzou os braços, abraçando a si mesma. 
— Estava fugindo de assassinos. Sobrevivendo. Descobrindo que o palácio onde me trancaram é um ninho maior de serpentes do que eu imaginava.
Kaelan cerrou os dentes, dando um passo à frente. 
— Você podia ter morrido. — A mão dele subiu, como se fosse segurá-la, mas parou no ar, hesitante. — Maldição, Celine... eu achei que... — Engoliu seco, desviando o olhar por um segundo, apenas um segundo. — Achei que tinha te perdido.
Ela respirou fundo, a voz saindo mais suave, traindo o que o coração queria esconder. 
— Mas não perdeu. Ainda não.
O olhar dele voltou a encontrá-la, queimando, intenso. Ele então segurou o rosto dela com ambas as mãos, como se precisasse se assegurar de que ela era real, que estava inteira, viva, ali, na frente dele. Por um instante, o reino congelou.
— Não faz isso... — sussurrou ela, a voz embargada. — Não olha assim pra mim.
Kaelan sorriu, um sorriso amargo, quebrado, mas real. 
— E como, pelos deuses, você quer que eu olhe? Você desaparece, quase é morta... e volta andando como se só tivesse ido bordar no salão do outro lado da corte.
Ela soltou um suspiro trêmulo, e por mais que tentasse manter a pose, o alívio inundou seu peito. 
— Eu não ia... sumir assim. — Pausou, mordendo o lábio. — Quer dizer... talvez até fosse. Mas não dessa forma.
Ele deslizou uma das mãos até o queixo dela, inclinando levemente o rosto dela para cima. 
— Você me deixou louco. O reino inteiro está em caos. O conselho quer sua cabeça, Meilin quer sua ruína... e eu... — parou, respirando fundo, e então completou, com a voz mais baixa, rouca — eu só queria ter você de volta com vida.
Ela piscou rápido, lutando contra o nó na garganta. 
— Pois me tenha. Eu tô aqui.
Sem resistir, Kaelan puxou-a para um abraço apertado, sufocante, onde nenhuma palavra cabia. O cheiro dele, especiarias, couro e algo inebriante que era só dele, a envolveu como um bálsamo e, ao mesmo tempo, uma prisão da qual ela não tinha certeza se queria fugir. Celine apertou os braços em torno dele, enterrando o rosto contra o ombro largo. 
— Eu odeio isso. — A voz dela saiu abafada. — Odeio sentir que... que me importo se você tá bem... ou se tá triste... ou... — apertou mais forte — odeio isso.
Kaelan riu contra o cabelo dela, um riso baixo, rouco, mais alívio do que humor.
— Eu também odeio. Odeio muito.
Eles se separaram lentamente, e ele segurou o rosto dela mais uma vez. 
— Vem. — A voz dele agora soava como uma promessa. — Você precisa se aquecer.
E de mãos dadas, sem se importar com quem via, com quem julgava, eles atravessaram os portões do palácio. A Fênix tinha voltado. E com ela, o destino inteiro de Aldrion começava a mudar.

หนังสือแสดงความคิดเห็น (264)

  • avatar
    Ingrid Sousa

    eu ADOREI ,cada vez mais detalhado,bem explicito e alguns suspense , parabéns.

    6d

      0
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    LucasDaviLucas

    amei o capítulo 1 o resto ainda n li

    7d

      0
  • avatar
    SilvaViviane

    bom

    15d

      0
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