Ele vê a sua esposa, a sua amada com quem soube o significado do amor. Darkin fita a figura que não se mexe de jeito nenhum com todas as caraterísticas do seu amor. Uma sensação leve e agradável lhe atinge só de ver a imagem diante dele, mesmo sem nada pronunciar. — Vrony, és tu? — diz Darkin, porém nenhuma resposta soa vindo do que vê. Os seus olhos vêem exatamente a Vrony, a sua esposa, pelo menos ainda se lembra dela mesmo tendo graves lapsos de memória. Se aproxima da mesma com o braço direito esticado. Caminha lentamente deixando germinar o seu sorriso do seu rosto. — Posso lhe ajudar? — Lorfy diz ao seu dono quando Darkin está prestes a tocar a mulher que os seus olhos registram. Darkin vira para o carro e de imediato diz: — Cala boca!! — Processando informação... Grammy Sport Car não tem boca, isto é, eu não tenho boca. — a voz eletrônica, Lorfy, diz. Mais uma vez é simplesmente engraçado saber que está conversando com uma inteligência artificial que praticamente tem comandos próprios. Desta vez ignorando o carro, Darkin vira novamente para a imagem da esposa e caminha até que consegue pegar a pele dela e constatar que é de fato ela, é uma pessoa real. — Meu amado, aqui te tenho. Te aguardei por 3 anos e finalmente retornaste. — Três anos? — admirado diz Darkin. — Sim. — Selecione a sua opção: sair ou desligar o motor? — o Lorfy diz. Mas a conversa entre Darkin e Vrony está prestes a fluir. Uma sensação familiar, de paz e harmonia invade o interior do homem que agora se vê com uma roupa diferente o que lhe faz desconfiar que esteja alucinando, não obstante ele ignora o fato e se lança à esposa num abraço. — O quê? — diz Darkin quando desperta vendo no painel do carro que tem duas opções, descer ou desligar o motor. Foi apenas um sonho. A sua esposa não está ali. A luz no topo da torre de Orge brilha cada vez mais lançando raios em direções diferentes. Darkin seleciona a opção descer e aí desce do carro. Começa a caminhar perto da torre quando um flashback o atinge. Sem nenhuma explicação ele se lembra que o lugar onde está agora é onde conheceu a sua esposa, a Vrony e a mesma ainda estava prestes a fazer parte de uma equipe de pesquisa. Um sorriso eclode da cara do homem que sentiu a saudade lhe atingir quando a lembrança detalhada da esposa lhe vem em mente como uma mágica. A memória volta como numa conexão, por conta de somente estar ali no lugar onde o casal se conheceu. Não muito longe, ele consegue ver o restaurante onde ele trabalhava. Além dos dois terem ali se conhecido também o espaço acabou sendo o lugar que mais frequentavam e cantavam juntos o Karaokê, pois no interior do restaurante tem um palco para Karaokê. A música que o casal mais gostava era bem antiga, com o título "Just the way you are" do cantor Bruno Mars. — Modo proteção ativado. — a voz do Lorfy soa. O carro sem nenhum comando começa a seguir o homem como se estivesse lhe protegendo de algum perigo iminente. As ruas próximas da torre estão devulutas e alguns destroços de naves e carros estão espalhados por ali. Por ser silencioso, Darkin não percebe que o carro que havia deixado a uma boa distância está lhe acompanhando. Ele caminha até que chega no restaurante e sem nenhuma hesitação, sentindo como se estivesse prestes a encontrar a sua cara metade, ele entra e para sua surpresa o espaço está intacto e com as luzes no palco dançando e iluminando o espaço de uma forma harmoniosa. Lorfy pára do lado de fora do restaurante. Darkin respira fundo e sorri para si mesmo quando percebe que conseguiu lembrar-se da sua esposa só por ter parado no lugar onde os dois se conheceram. Mas o que lhe fez recuperar a memória é o fato do lugar ter um forte significado para ele. Caminhando com passos curtos e reduzidos o homem vai em direção da primeira mesa perto do palco. — Eu vivi isso. — ele diz. Sente-se como se estivesse a repetir o que aconteceu no passado com ele e sua parceira, porém só que agora ele fazendo isso sozinho. Ele olha para o palco e os seus olhos lhe mostram a sua esposa de olhos azuis olhando dentro dos seus olhos como o que aconteceu na primeira vez. A mulher alta e com um corpo fino, olhos puxados e uma cara circular sorri para ele com sinceridade. O seu vestido justo, desenha cada detalhe das suas curvas. Numa mão tem uma rosa e noutra tem um microfone. — Vamos, arrase como sempre, baby. — diz Darkin como se de fato estivesse a ver a sua amada. Ela começa a cantar a música de Bruno Mars. Darkin vira e olha ao seu redor onde consegue ver muitas pessoas acompanhando a música e em seguida aplaudindo. Depois de terminar a sua performance a mulher lança a rosa para o alto e todos deliram no espaço, até se esquecendo que estão comendo no restaurante. A voz da Vrony é linda e para os ouvidos do Darkin é perfeita. De repente um barulho soa no espaço e tudo o que os olhos de Darkin exibem desaparece e ele se vê apenas sentado na primeira mesa próxima ao palco. Algo estranho está acontecendo com ele e isso, agora que se apercebe começa a ficar preocupado com o medo de também ter sido infectado, pois os sintomas que tem são excêntricos e talvez se assemelhando aos do seu pai que deixou na garagem da sua enorme casa, lutando com um Zralky. O barulho soa novamente. — Quem está aí? — Darkin pergunta tirando a sua arma dourada para atirar contra o que quer que seja. — Ameaça detectada. — Lorfy soa. — Ativar armas. Não demora e no lugar dos faróis aparecem metralhadoras que começam logo de imediato a abrirem fogo pelo restaurante. Darkin se atira no chão debaixo das mesas para se proteger. Pouco tempo depois um Zralky se revela correndo para um outro lado que volta a se esconder. Punkson corre imediatamente para a saída do restaurante, mesmo sem saber o que esperar quando as balas cuspidas pelo Lorfy cessam. Ele sai e se depara com o seu carro já com as portas abertas para lhe receber. Ele corre e entra no interior. Segundos depois uma nave se aproxima da torre de Orge. O ruído do objeto voador é intenso e isso faz com que a cabeça do Darkin doa e ele começa a ter flashbacks que se misturam numa salada que lhe deixa louco e isso lhe faz chegar a resposta da questão; quem sou eu? E ele descobre que é... Continua...
ótimo
5d
0legal
10d
0o Romance é muito bom, pois nos mostra as diferenças é diferente.
11d
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