logo text
Add to Library
logo
logo-text

Download this book within the app

Capítulo 7 – Jantar

Matheus
Já se passaram quase 4 anos desde que Millena morreu, foram anos horríveis, cometi vários erros e o maior dele atingiu á pessoa que eu mais amo nessa vida, minha filha, quando recebia a ligação furiosa de Catarina falando sobre minha princesinha Loren, eu quase me esmurrei, passei anos sendo egoísta afastando ela de mim, por que quando eu a olhava eu via uma miniatura de Millena, aí começava a me culpar, toda frase que vinha a minha mente sobre aquele dia era " E Se" E se eu não tivesse saído de casa. E se eu tivesse prestado atenção. E Se, E Se... isso era torturante, então procurei o uma terapeuta logo após sua morte e há dois meses e decidir enfrentar meus demônios de frente, tirei ferias e já não sei se foi uma boa ideia, não pela minha pequena, mas por que agora tem uma delegada que me atraí como um ímã e eu não consigo resistir, faz tão pouco tempo que ela chegou e já mudou o ar que circula em minha casa e até o meu comportamento, ela trata Loren com tanto carinho, que eu não sei se tenho ciúmes da relação delas ou se me sinto feliz, não sei ainda o que sinto exatamente por ela, mas não me sinto culpado por me sentir assim, na verdade até gosto, me sinto vivo outra vez, mas sinto por ter perdido Millena para ter que sentir algo assim novamente.
Durante todo esse tempo sozinho eu só me envolvia com bebidas e sexo casuais, perdi as contas de quantas mulheres eu tratei como objeto ou fantasiei ser Milena, isso é horrível eu sei, por isso sempre me sentia péssimo depois, mas de um tempo para cá tudo mudou. Nesses últimos anos trabalhei muito e acabei aumentando meu patrimônio, não foram temporadas fáceis e me parece que só voltei a viver novamente no dia que encarei Micaella em minha cozinha, eu não sabia por que aquela visão me incomodou na hora, mas até hoje aquela mulher linda, um pequeno furacão loiro perturba meus pensamentos. Hoje de manhã dei a merda de uma ceda de ciúmes, mas eu não queria ninguém com ela, ela é linda e por onde passa as pessoas lhe olham e ela se quer percebe, quando ela sugeriu que eu agradecesse de outra forma, fui rápido e a chamei para jantar, eu sabia que corria o risco de que ela desistisse, talvez por isso agora estou nervoso prestes a bater em sua porta, mas ela se abri e Caralho! ela estava muito linda, em um vestido justo preto e uma jaqueta de couro da mesma cor, eu perdi a fala literalmente.
Micaella
Eu não deveria ter perdido tanto tempo me arrumando ou colocando um dos meus melhores vestidos, eu não deveria está nervosa, ansiosa e sentindo tanto ao mesmo tempo, eu se quer deveria ir para esse jantar, isso tudo é um erro e eu sei exatamente no que isso vai dar, respiro fundo olho no relógio e já são 19:00 horas, foi esse o horário marcado, decido ver Loren antes de ir, minha princesa tem o dom de me acalmar de me fazer rir, até mesmo quando tenho meus piores dias no trabalho, abro a porta, mas dou de cara com Matheus de terno preto, nunca vi um homem tão bonito em um terno, merda eu não deveria está me sentido assim, por alguns segundos ele não diz nada só me olha de cima para baixo e isso me incomoda, será que exagerei?
Micaella- tem algo errado com minha roupa?- ele parece cai em si e limpa a garganta.
Matheus- não, você está linda!- ao perceber o que diz ele se apressa -Podemos ir?-
Micaella- Sim! eu só iria da uma passado no quarto de Loren antes, eu mal falei com a princesa hoje- sorri e ele também.
Matheus- vem, passamos lá- passo por ele e ele em um gesto automático põe a mão em minha cintura, eu paro no mesmo instante, penso pedir que ele tire, mas me sinto tão bem, parece algo certo, ele me olha, não dizemos nada um para o outro e eu volto a caminhar com sua mão ainda em minha cintura. Chegamos no quarto de Loren e só assim ele se afasta, mesmo assim sinto o lugar em que ele me tocou queimar, sinto também um certo alívio, vejo Loren Brincado no colo de Catarina ela me olha e sorri.
Catarina- Ual como você está linda- ela olha para Matheus atrás de mim com as mãos no bolso - você também mano, serão o casal mais bonito do restaurante- droga! Ela falou casal e eu fiquei sem graça, principalmente na frente de Loren.
Micaella- nada de casal, não tem e nem terá alguma coisa entre mim e seu irmão- tento ser clara para que ambos entendam, vou até Loren que sorri e a pego no colo- oi princesa, eu estava com saudade- dou um beijinho em seu rosto e ela fica com a marca do meu batom vermelho. - eu vou sai com seu papai, para conversa, mas amanhã podemos fazer um piquenique no jardim e brincar na piscina o que acha?- ela bate palminhas.
Loren- tia Cati e papai tumbem?- espero que seu pai não, penso, mas sorriu.
Catarina- amei a ideia estarei lá, até por que você vai me contar sobre a noite de hoje- ela sorri, realmente Catarina não tem filtro mental, antes que ela diga mais alguma coisa que me envergonhe, eu decido ir logo, Matheus se despede de Loren, fala com sua irmã e saímos, mas dessa vez ele não me toca mais.
O restaurante que Matheus me levou é luxuoso, para isso tivemos que fazer uma pequena viagem cerca de 30 minutos, no trajeto, era uma cidadezinha um pouco maior que Vila Bela, Matheus me perguntou sobre como estava o andamento do caso, creio que só com o intuito de puxar assunto, acabei dizendo sobre as descobertas, ele acabou me falando como conheceu Jean, ele disse que tinha sido antes da morte de sua esposa e desde então se tornaram amigos, pensei perguntar como sua ex esposa havia falecido, mas desistir, acho que é uma ferida ainda em aberto. Estamos no restaurante, fomos recepcionados muito bem, optei por pedir uma salada acompanhando com um nhoque a bolonhesa, Matheus pediu a especialidade do dia e junto uma garrafa de um bom vinho, droga espero que ele me deixe dividir a conta, estamos a sós, ele me encara de uma forma diferente.
Matheus- eu queria saber um pouco mais sobre você, sei que você valoriza seu trabalho, mas eu queria conhecer melhor Micaella e não a Delegada- sorriu, será que até agora ele só me viu como uma delegada?
Micaella- somos a mesma pessoa, gosto muito do meu trabalho, talvez por isso trabalho até quando não estou na delegacia - olho para ele sorrindo e percebo que ele está prestando atenção e por um segundo esqueço meu raciocínio e me perco nos seus olhos, eles são de um azul celestial incrível, limpo a garganta antes de babar mais ainda por ele e continuo - Então sou Micaella, tenho 27 anos sempre corri a atrás dos meus sonhos e ser delegada sempre foi a base dele, pelo menos desde que meu pai foi assassinado quando eu tinha 9 anos e meu irmão 6 anos, nunca acharam o seu assassino, minha pequena família mora em São Paulo assim como eu, tenho um irmão muito gente boa, uma cunhada linda e recentemente um sobrinho lindo que nasceu há 9 meses atrás, minha mãe morreu a 6 anos atrás, de câncer, mas sinceramente acho que ela morreu junto com meu pai, não me lembro de ver minha mãe sorri depois que meu pai morreu e...- acabo falando de mais, acho que nunca disse essas coisas a ninguém, nem mesmo ao idiota do meu ex noivo, que só soube dessa historia através no meu irmão em um jantar, eu só percebo que tinha dito de mais quando ele segura minha mão, eu fico sem reação, cada vez que ele me toca eu sinto muito em pouco tempo é difícil explicar, eu só o encaro.
Matheus- Desculpa, eu não queria te assustar- devo está com cara de assustada, mas é por que eu não deveria sentir tudo isso ou ser afetada a cada toque seu - eu sei o que deve ter sentido, é difícil perder alguém que amamos- ele se refere a mulher e isso me dá uma pontada de ciúme, eu só posso está louca, limpo a garganta e tiro sua mão da minha, ele se ajeita na cadeira, aparentemente nervoso.
Micaella- Desculpa acho que falei de mais, eu não sei o que deu em mim, eu vim aqui com um motivo, preciso que entenda que nunca irá acontecer nada entre você e eu, não sei se você tem alguma intenção comigo nesse sentido, pode ser pretensão minha, mas eu só vou ficar aqui no máximo 2 meses, meu objetivo aqui é somente resolver esses assassinatos em seguida volto para minha vida, não me leve a mal, conhecer Catarina, Loren e Você no caminho é fantástico, mas não posso, eu fui ferida recentemente e não quero que isso aconteça novamente- fico sem ar depois que falo e só então olho para ele, ele está sério pensativo, alguns segundos depois quando acho que ele vai me dizer algo a comida chega.
O jantar foi meio constrangedor, tentei continuar o diálogo, falando sobre Loren e Catarina, mas pouco adiantou, já acabamos o jantar e eu quero encerra logo está noite.
Micaella- podemos pedir a conta?- ele se levanta e eu estranho ele ajeita o terno e estende o a mão para mim, eu estranho.
Matheus- vamos! antes que pergunte esse restaurante também é meu- não acredito, que droga! Isso de novo.
Micaella- Será que você pode me levar na próxima vez em um lugar que não seja seu- brinco e aceito pegar sua mão, me levanto.
Matheus- Ótimo! Isso quer dizer que terá uma próxima vez- é a vez dele brincar pelo menos não estamos mais em um momento constrangedor, talvez sejamos amigos, sorriu de mim mesma, quem eu quero enganar? Entramos no carro, mas não vamos muito longe, Mateus para em uma Praça e nos sentamos em frente a fonte, ele prometeu não demorar, ele me conta sobre seu tino de investimentos em ações e eu de casos inusitados na delegacia, de repente ele fica sério e não olha para mim.
- Eu tinha saído com Loren que ainda era um bebê, no meu colo, fui comprar Nutela para ela, para Millena- ele faz uma pausa e respira fundo, eu fico sem entendo por que ele está contando uma história sobre ele, Loren e sua ex mulher do nada e por quê está triste? mas ele contínua - Quando cheguei ela já havia tomado todos os remédios disponíveis no quarto e já estava morrendo, mesmo ela tendo premeditando sua morte, eu deveria saber que ela não estava curada da depressão pós parto, eu não deveria ter ido, eu fui um péssimo marido, ela me odiava e me abandonou covardemente, eu me culpo e sempre acho que poderia ter evitado- ele passa a mão na cabeça, agora sei por que me trouxe aqui, ele queria desabafar, mas que merda, a mãe de Loren se matou, eu não sabia, achei que tivesse sido um acidente, eu não tinha o que dizer só o abracei, ficamos assim por algum tempo em silêncio, percebi o que tanto assombrava Matheus e por que ele se afastou de Loren, de certo ela fazia ele se lembra da sua ex mulher, pois ela nada se parecia com Matheus, exceto pelo loiro dos cabelos.
Micaella- a culpa não foi sua, nem de Loren, nem mesmo dela, ela não sabia como enfrentar essa doença e escolheu o caminho mais fácil para ela e o mais difícil para você e Loren, você não merece ficar assim, Loren não merece ficar sem o pai, então não a evite, você e Catarina são tudo que ela tem- eu ainda estou abraçada a ele, Matheus suspira, me afasto com a sensação amarga de me separar, droga! Eu não posso sentir nada por ele, vou repetir isso muitas vezes, talvez eu mesma me convença.
Matheus- obrigado! Sinto-me melhor, acho que nunca disse como me sentia para alguém, além da minha terapeuta e isso descarregou um caminhão das minhas Costa- ele sorri, conversamos um pouco e ele segura minha mão, sei que eu deveria me afastar, mas eu me sentia bem, não era constrangedor era bom, estar com ele e perto dele era muito bom, sentir seu cheiro era tão bom. Ficamos ali mais alguns minutos ou horas, mas a noite terminou bem e eu fui dormi sorrindo, com a sensação de que pela primeira vez eu estava no lugar certo.

Book Comment (2848)

  • avatar
    NunesLyonara

    terminei de ler é muito bomm

    09/03

      0
  • avatar
    Vânia

    Muito bom

    11/02

      0
  • avatar
    NhanengueJunior

    achei muito bonita a história

    25/01

      0
  • View All

Related Chapters

Latest Chapters