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Bab 2 A carente

Poderíamos chamar como o marco divisor de águas, aquele ao qual o fez conhecer o amor, já teve outras namoradas outras relações, mas esse amor, fora o que ele conseguiu atrair pela lei da atração o amor cobiçado em seus pensamentos, ela por sua vez, pegara o ônibus ao qual possuía ainda traumas devidos um acidente de tempos atrás, possivelmente superando esse trauma, conversaram muito no âmbito digital, até se encontrarem em uma cidade litorânea próxima a Itamaraju, ela por sua vez se mostrara dominadora no primeiro instante, astuto e malandro que Guilherme Araújo era, percebeu e mencionou, obteve um não como réplica.
A questão é que se ele não tivesse ido até essa praia, amá-la, com todos os pelos pubianos dela, não se tornaria a pessoa que se tornou, por tempos afundou-se ainda mais nas drogas, na cocaína, em drogas sintéticas, em busca de alcançar o paraíso com as mãos, ela não quis saber dele, ele desencadeou um surto, e pela profissão dela, ao menos deveria ter ficado ao lado dele, ao contrário, ela incitou práticas abusivas, como gaslighting e gosthing, em uma o abandonou sem deixar respostar por quase uma década e quando respondeu, obteve algo tão escroto, tão sem noção, ele que havia a imortalizado em versos na supremacia do amor, foi acusado de abuso, sendo que mal se falavam, ela estava em uma doma, em uma bolha cercada pelo fanatismo ideológico político, ele depois de ter lido aquele e-mail, percebeu o quão banal havia se tornado, nem parecia aquela mulher que fora até o encontro dele, por amor, por carência.
“[...] Somos devotos da santíssima trindade, já não temos nossos pais para nos alimentarmos, temos que batalhar pelo alimento sagrado, consumir cada vez mais as marcas que nos são impostas em comerciais televisivos e pela internet, já não sabemos se queremos melhorar o país, ou se caímos no conto do vigário, somos seres arrogantes, desprezíveis, assim ela se mostrou a ele, poderia ter sido sútil, mas por não ficar atrás, demonstrou em seu saber uma prática abusiva que poderia levar ela ao conselho, perdendo assim sua profissão, se fosse provado a veracidade da acusação, daquele que ficou em silêncio com o nome dela em mente, quando acordava, repetindo todos os dias, até se dissipar e ela sem mandar uma respostas, se aventurou em outros rapazes, um com formação parecida na área aos quais se conheceram na praia, devoto também de uma sátira que ele gentilmente e amorosamente, mostrara, ela não percebia, mas ele vivia na teia dele, pois ele era o espírito da época, ditava dizeres, destronava governos, mas não teve a dama amada que tanto quis por atração, em seu leito uma mulher que Deus destinou antes mesmo de nascer, uma mulher íntegra, também reservada, já não luta pelo pão de forma animalesca, canibal, nunca precisou disso, fora muito além, tornou-se arte [...]”
Ela realmente fora o divisor de águas, no pensamento dele, pois vivia na escuridão, vestidas de roupas pretas, ao som de Black Sabbath, cabeludo, atitude punk, contra tudo e contra todos e ao mesmo tempo contra ninguém, gostaria muito que aquele amor que por um instante sentira privilegiado, fosse verdade, mas não saberia dizer se Deus realmente queria esse ponto, ela já não o suportava, sua carência havia sido suprida, seu Alter Ego estava alto, segundo suas próprias palavras, ela que sempre deixava explicações protelou, protelou essa, e em letras de debruçou sobre o romantismo de Goethe, por não ter Buff, Buff atual, fora uma pessoa dócil no início, apreciadora de música popular brasileira, enquanto ele, ouvia as distorções e progressões de Pink Floyd, de castas diferentes, sua família possuía tradição, pois ambos eram da mesma cidade em questão “Itamaraju”, mérito em questão e dinheiro, enquanto ao aspirante de escritor, mãe professor, pai bancário, possuía regalias, mas não tanto quanto a tradição que a outra possuía, em um país onde vivemos um preconceito por classe social enorme, ou demonizamos os pobres e adoramos os ricos, ou seguimos os ensinamentos de Cristo, amando a todos, e assim por último Guilherme fizera, reencontrando Deus.
Já não vejo mais o Sol como antes, era iniciou aquele ano, já sabendo de antemão seu horário
Poderíamos aparentar gratidão, ou miséria, estavam todos inebriados no meio da festa
E em uma orgia estávamos submetidos, em um bacanal que acontecia no escuro da praia
Na virada de ano, 2012 para 2013, onde o mundo acabou dias atrás e vivíamos o resto do fim
Era assim que pensara, deveria continuar com a academia, com sua formação, mas estava
Deveras difícil, dava murro em ponto de faca, foi nesse instante que um amigo, que saíra
Também da faculdade, que se encontrava aprisionado de grande Fé, disse que entregara a Deus
Ele em sua Fé ainda nascente e renascente, fez o mesmo, acreditou em uma força maior
Capaz de nos guiarmos até mesmo pelos vales mais tenebrosos e saímos com vida
Fora assim com ele a todo instante, mas ele se despercebia desse fato, e pela graduação
Entregou sua feitoria a Deus, mesmo em uma prosa sobre a providência e nossos atos
Aguardava severamente a providência, ela aconteceu, o que poderia ser simples, não fora
“[...] Ela queria ser intelectual, tentava ser, prostrava-se ser, na verdade não lembro de ter discutido sobre ela algum livro em que terminara de ler, falava a respeito de Dante Alighieri, mas mal sabia o enredo que possuía nele, um homem, que estava no inferno, passa pelo purgatório e sobe aos céus, era seu livro de cabeceira da dama, mas na verdade, não estou sendo cronista, ou narrando fatos verídicos, são parcialidades, minhas verdades, meus fatos, minhas versões, não pretendo desmoralizar, mas saberei no momento certo, assim por repugnar, um dia voltará, assim como tantas outras voltaram após a palavra de Adeus, seu ombro amigo era querido, mas ela nem ao menos não vira isso, fora mesmo fazer sexo com a xoxota sem depilar na beira da praia, ao cortejo baiano da sexualidade, sexo até o dia amanhecer [...]”
Ela queria a paz,
Também queria ser moderna,
Se doutorar, prostar a vida a serviço,
Queria sobreviver juntamente com um prostituto
Que fosse capaz de bancar suas despesas, prévias
Essas fora a incitação que ela a dera,
Que resolveria uma questão empregatícia
Antes de voltarem a se ver, a se conversarem
Por muito tempo ele esperou,
Tentou contato, mas em prantos,
Seu coração estava,
Pensou até por um momento,
Amaldiçoado fora, pois não apaguei a vela com urina
Mas não era somente isso,
Era o feijão cada vez mais caro
O brasileiro comendo ossos
E o que queríamos de nós,
Ser servidores da paz,
Talvez essas laudas me rendam algum processo
Um processo assim de Kafka
Ou jurídico, mas não saberei dizer
Agir emocionalmente,
Logo eu, que sempre fora sempre racional
Se estou a serviço da Lei, as leis foram erradicadas por Cristo
Mas se na primícia de uma juventude, tento novamente outro amor,
Pois saberei que ele irá se apresentar suave e calmo, sem esse vendaval da psiquê
Logo após ele voltar do encontro romântico por assim dizer, esteve em um dos piores infernos que a vida podia o oferecer, fora internado duas vezes em um ano só, em uma clínica psiquiátrica em Salvador, também decidiu aprimorar seu dom e servir da escrita como instrumento de influência de informação, não queria mais a lealdade de seus familiares, o traíram o enganaram justamente para o prender, perdeu seu grande amor, enquanto o papel de programador ele hoje exercia somente a cargo pessoal, não servindo as corporações, também nesse mesmo ano, apresentou sua monografia, sobre Computação Quântica, onde obteve aplausos de pé dos professores na sua formatura, o inquisidor, questionador, ainda é o mesmo.
“[...] Causa pois os amores de verões não sobem colinas, se na calada da noite, nos amamos, já não lembro mais da tulipa, ou margarida, flores queridas tal qual a violeta, se na sarjeta mendigava uma dose de cocaína, era o vício que afundava, por fraqueza, por não ter a resposta da mulher amada, mas se hoje sou da providência divina, ele proveu, riquezas, amores, filhos, propriedades, ainda sabendo que somos práticos na essência da vida, de vivermos justamente, pela alegria de estarmos vivo a cada instante, respirando e pensando como um milagre, atrelado ao espiritual, onde a pilastra básica para um novo renascimento pós pandemia deveria ser justamente, a espiritualidade, não deveríamos outorgar discursos prolixos, sem sentidos, se no primeiro conto, ainda na tragédia utópica, um ser aprisionado em uma praça pública em uma jaula circular, sem se dar conta da sua prisão assim aconteceu, possuía um leal amigo fidalgo de grandes posses capitais, também possuía um grande amor, que vivia a conversar com ele, e por milagre também, pelo milagre racional e emocional, ele se transmutou daquela jaula, para uma casa, com sua amada e os dotes prometidos do fidalgo, tal qual estamos enjaulados perante as atrocidades sociais, queríamos mudar o mundo na juventude, mas a mudança partiu internamente, nos devotos primaveris, Deus proveu meu sustento hoje e nos dias vindouros [...]”

Komentar Buku (3279)

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    VitóriaAna

    Maravilhoso

    4d

      0
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    Rocha SilvaMaria Eduarda

    eu amei a história muito linda

    16/03

      0
  • avatar
    SlaHelo

    maravilhoso

    12/02

      0
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